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Dieta e Modulação Intestinal

Você sabia que a microbiota intestinal de cada indivíduo pode apresentar uma composição diferente? Essa individualidade está diretamente relacionada com hábitos alimentares, culturais, genéticos, condições patológicas e uso de antibióticos. Sabendo disso, como promover uma modulação intestinal a partir da alimentação?



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Importância de um Intestino Saudável

Uma série de evidências mostra a relação entre microbiota intestinal e doenças, incluindo distúrbios inflamatórios crônicos, distúrbios cardiovasculares e neurológicos e muitas formas de câncer, diabetes e obesidade

Isso porque o intestino está envolvido em vários processos biológicos, como absorção de nutrientes, metabolismo, imunidade, síntese de moléculas bioativas, como vitaminas, aminoácidos e lipídios. Além disso, exerce funções estruturais e protetoras que fortalecem a imunidade do hospedeiro contra patógenos.

Importância da Dieta na Modulação Intestinal

A dieta representa o principal modulador da composição da microbiota intestinal a curto e longo prazo, tanto pela introdução direta de microrganismos derivados de alimentos quanto pela promoção ou inibição do crescimento de pré-existentes.

A administração de uma dieta cetogênica e mediterrânea melhoram a qualidade da microbiota intestinal. Isso porque essas dietas são ricas em vegetais, fibras dietéticas fermentáveis, prebióticos, vitaminas e polifenóis, que podem moldar a composição dessa microbiota intestinal, exercendo, na maioria dos casos, um aumento na abundância de bactérias benéficas. 

Vale ressaltar que as fibras regularizam os movimentos intestinais e desempenham efeitos anti-inflamatórios e metabólicos, reduzindo a geração de espécies reativas de oxigênio e a expressão de citocinas pró-inflamatórias. Além disso, previnem a reabsorção e promovem a excreção de ácidos biliares com as fezes e possuem atividade prebiótica, estimulando o crescimento de micróbios benéficos. 

Uso de Prébioticos e Probióticos na Modulação Intestinal

A administração de probióticos induz uma melhora na sensibilidade à insulina e perfil lipídico com a diminuição do nível de colesterol total, colesterol LDL e TG plasmático, e a redução de diversos genes pró-inflamatórios.

Dessa forma, a suplementação com prebióticos e probióticos reduziu significativamente o peso corporal, o IMC, a circunferência abdominal e a relação cintura-altura em uma população com sobrepeso/obesidade de vida livre e melhora o bem-estar. 

Prática Clínica

A combinação adequada de ingestão nutricional e probióticos pode modificar a microbiota intestinal, melhorando essas espécies, gêneros e famílias, o que é útil para contrastar a disbiose e enfraquecer o estado de inflamação sistêmica crônica que caracteriza diferentes patologias sistêmicas.

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Ligiane Loureiro: Saúde Intestinal e Microbiota: Fatores que Influenciam

Artigo: Carelli LL, D’Aquila P, Rango FD, Incorvaia A, Sena G, Passarino G, Bellizzi D. Modulation of Gut Microbiota through Low-Calorie and Two-Phase Diets in Obese Individuals. Nutrients. 2023; 15(8):1841. https://doi.org/10.3390/nu15081841

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