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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Dieta Mediterrânea Melhora a Doença de Parkinson?

Lentidão dos movimentos, instabilidade postural, rigidez muscular e tremores de repouso, são sintomas característicos do desenvolvimento da doença de Parkinson. Nesse contexto, a doença de Parkinson (DP) é um distúrbio neurodegenerativo, incapacitante, associado à idade que afeta principalmente a coordenação motora do indivíduo, o sono, movimento dos olhos, além de gerar forte constipação. Desse modo, estratégias nutricionais como a dieta mediterrânea podem auxiliar no tratamento desses casos, Descubra mais a seguir. 



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Patogênese da Doença de Parkinson


De início, os pacientes portadores de DP apresentam uma neuroinflamação crônica em que as células imunes se infiltram e se proliferam, gerando uma  lesão cerebral oxidativa, resultante da degeneração dos neurônios dopaminérgicos em áreas específicas do cérebro do paciente. Assim, como estratégia nutricional de base, potencializar as defesas antioxidantes do paciente por meio da dieta mediterrânea se mostra como uma possibilidade na prática clínica para auxílio do tratamento aos pacientes portadores da Doença de Parkinson. 


Eixo Intestino-Cérebro na Doença de Parkinson


Além disso, as alterações gastrintestinais têm sido cada vez mais relatadas pelos pacientes e tendem a piorar com a progressão da doença. Logo, o eixo intestino cérebro, e o controle das funções fisiológicas pelo sistema nervoso entérico, fica comprometido quando o sistema nervoso central é afetado.  


Associado a isso, a microbiota dos pacientes com DP também fica modificada apresentando uma redução expressiva de filos como os de Prevotellaceae, Lachnospiraceae, Blautia, Faecalibacterium, Prevotella e Roseburia. Ademais, contrária a essa redução, o número de Bifidobacteriaceae, Christensenellaceae e Enterobacteriaceae cresce o que promove um  perfil de microbiota totalmente alterado quando comparado a pacientes saudáveis.


Por que a Dieta Mediterrânea?


Nesse contexto, a incorporação da  dieta mediterrânea no hábito alimentar do paciente é uma ação preventiva tendo em vista que não há tratamentos terapêuticos para interromper a progressão da DP disponível. Assim, a nutrição tem o potencial de atuar de maneira preventiva, no estilo de dieta mediterrânea que apresenta inúmeros benefícios ao contrário do padrão alimentar ocidental. 


Assim, a dieta mediterrânea é rica em antioxidantes, agentes anti-inflamatórios, além de minerais e vitaminas indispensáveis ao metabolismo, atuando na melhora da neuroinflamação. Logo, os pacientes com doença de Parkinson podem obter diversos benefícios com a adoção desse estilo de padrão alimentar. 


Prática Clínica


O que evitar na dieta mediterrânea? Deve-se evitar alimentos com alta densidade energética e que contenham altos níveis de açúcares refinados, bem como adição de sal e óleo. Além disso, alimentos processados ​​e fritos, além do consumo elevado de carne vermelha, ácidos graxos saturados, devem ser consumidos com moderação, assim como os alimentos lácteos.


Em contrapartida, na dieta mediterrânea dá-se preferência para vegetais e frutas frescas, associado a cereais integrais, bem como as leguminosas, sementes e os frutos secos. Somado a isso, o uso consistente de azeite, consumo moderado de iogurte, leite e queijo. Alimentos como batata, ovos, peixe, aves e os vinhos são a base desse  tipo de alimentação. Assim, você nutricionista ao elaborar o plano alimentar dos pacientes portadores da Doença de Parkinson tem diversas opções alimentares para elaborar a dieta mediterrânea. 


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Referências Bibliográficas


BISAGLIA, Marco. Mediterranean Diet and Parkinson’s Disease. International Journal Of Molecular Sciences, [S.L.], v. 24, n. 1, p. 42, 20 dez. 2022. MDPI AG.



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