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Efeitos do Jejum Intermitente no Metabolismo Cerebral

Em sua palestra na Sala Nutrição Brasil, a nutricionista Samira Lima abordou o tema “Efeitos do jejum intermitente no metabolismo cerebral”.

A atividade física desempenha um papel fundamental no manejo do estresse, e estudos demonstram que a adoção de um estilo de vida saudável pode reduzir a neuroinflamação, distúrbios psiquiátricos e doenças neurológicas. Para orientar os pacientes em busca de uma vida saudável, é essencial abordar aspectos como boa alimentação, atividade física, cuidados com a microbiota intestinal, contato com a natureza, mindfulness e no próprio jejum.



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O que é Jejum Intermitente?

O jejum intermitente não é apenas uma moda passageira, mas uma estratégia antiga com benefícios que vão além do emagrecimento. O nutricionista desempenha um papel crucial na adaptação do paciente à estratégia e atendimento de suas necessidades individuais. 

Existem diversas formas de aplicar o jejum intermitente na prática clínica, como a estratégia 5:2, que envolve 5 dias de alimentação normal e 2 dias de jejum com restrição calórica; a estratégia 24:24, que combina um dia de alimentação qualitativa com um dia de jejum; a estratégia 16:8, que limita o período de alimentação a 8 horas e o jejum a 16 horas; e a Fasting Mimicking Diet, que simula o estado de jejum no corpo. 

Dessa forma, cada estratégia tem seus benefícios, como melhora da função cerebral, regulação do relógio biológico, renovação de células neurais, termogênese e melhora da microbiota intestinal.

Jejum Intermitente e Função Cerebral

O jejum intermitente também influencia positivamente o metabolismo cerebral, promovendo a neurogênese e aumentando o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF). Isso é crucial para prevenir problemas cognitivos, doenças neurodegenerativas e depressão. Além de analisar a alimentação e suplementação, é importante considerar o estilo de vida do paciente, como atividade física, exposição ao sol e momentos de lazer. 

Prática Clínica

Concluindo, o nutricionista pode prescrever a suplementação com óleo de linhaça, curcumina, zinco e vitamina D, pois apresentam benefícios para a função cerebral, mas deve ser considerada após a implementação das práticas básicas. O jejum intermitente também tem o potencial de reduzir a resistência à insulina, aumentar a grelina, restaurar a microbiota intestinal e aumentar o BDNF. 

No entanto, pacientes com distúrbios alimentares devem evitar o jejum e buscar tratamento para essas condições. Além disso, estudos mostram que o contato social e a empatia reduzem o risco de doenças neurodegenerativas, enfatizando a importância das relações interpessoais na saúde mental e cognitiva. Portanto, a adesão ao jejum intermitente pode ser uma estratégia valiosa para melhorar a saúde e o bem-estar geral, mas deve ser adaptada às necessidades individuais de cada paciente.

Matéria elaborada pela colunista Ana Carolina Mantello Teixeira Pinezi, com base na palestra da nutricionista Samira Lima.

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