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Epigenética Essencial: O que todo profissional de saúde deve saber?

Todos os dias vemos nas mídias reportagens com títulos semelhantes a “segundo estudos epidemiológicos, praticar exercícios físicos diminui o risco de câncer” ou “estudos apontam que uma boa noite de sono é capaz de diminuir o risco de doenças cardiovasculares”, mas o que explica esta relação? A genética – ou epigenética. 

Nós, indivíduos, já nascemos com predisposições para doenças, biotipos pré-determinados e bagagens genéticas para doenças. Porém, esta explicação já não bastava para explicar algumas coisas, como o caso de gêmeos monozigóticos, pois se são gêmeos idênticos, são geneticamente iguais. Então, cientistas começaram a se aprofundar em uma nova área de estudo, a epigenética, mudanças na expressão gênica que podem ser herdadas e que não alteram a sequência do DNA. A partir disso, iniciaram os estudos para compreender porque, às vezes, um gêmeo fica doente e o outro não. A resposta é que sobre o que os seus genes estão fazendo a partir dos seus hábitos cotidianos como exposição à poluição aérea, pesticidas, alimentação, prática de exercícios físicos e controle do estresse. 



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Mecanismos da Epigenética

Metilação do DNA: Significa receber grupamentos Metila na molécula de DNA (um carbono ligado a três hidrogênios (CH3)), isso ocorre nas citocinas e obrigatoriamente tem que estar ao lado de uma Guanina. A metilação é como um corretivo em cima de um capítulo de um livro, apaga a região regulatória, silenciando os genes. 

Modificação das histonas: Proteínas que empacotam o DNA, recebem interações químicas de diversos tipos, mas a mais conhecida é a acetilação (os aminoácidos que compõem a histona carregam carga elétrica positiva e o DNA carrega carga negativa, e isso faz com que a histona e o DNA se atraiam. A acetilação faz a neutralização das cargas da histona, deixando de ser positivas, consequentemente não conseguem se ligar mais ao DNA).

MicroRNAs: São moléculas de RNAs que regulam a expressão gênica das células através da degradação de moléculas-alvo de RNA mensageiro, alterando a tradução de proteínas. 

Mas então a epigenética é boa ou ruim? 

A resposta é: depende. Depende de diversos fatores, entre eles o momento de vida da pessoa e os genes que estão sendo silenciados. Por exemplo, a célula do fígado, que faz a metabolização, precisa ter os genes abertos, mas um neurotransmissor no fígado não é utilizado, então vai ser silenciado.  

A boa notícia é que as alterações epigenéticas não são definitivas, tem como reverter, adicionar ou remover, em resposta ao ambiente, mudanças comportamentais e escolhas de vida, por exemplo: fumantes, têm menos metilação no DNA do que não fumantes, bem como ex-fumantes podem voltar a ter marca de metilação no DNA, mas depende do tempo e quanto a pessoa fumou. 

Há muitos estudos também em relação a epigenética, nutrição e gravidez, que mostraram o quanto o ambiente e o comportamento durante a gravidez pode influenciar na epigenética do bebê e na vida adulta dele. O interesse por essa área, surgiu, principalmente, Pós-Segunda Guerra Mundial quando teve um grande bloqueio de estradas na Holanda que fez com que as pessoas passassem muita fome, só recebiam uma “ração” feita com água e batata, após anos começaram a entender o que isso causou na população holandesa, principalmente nas filhas das grávidas durante este inverno. Havendo estudos mostraram que os filhos delas ao atingir a idade adulta tinham déficits cognitivos e envelhecimento precoce, e seus netos tinham maior tendência à obesidade.

Estude mais!

Assista ao vídeo com a nutricionista Rita Castro na plataforma Science Play: Epigenética no Emagrecimento Definitivo

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