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Estresse oxidativo: como os antioxidantes atuam?


O estresse oxidativo é um processo químico que ocorre em nosso corpo, quando há um desequilíbrio entre os radicais livres e os antioxidantes, resultando em danos celulares. Radicais livres são moléculas instáveis, que podem causar danos ao corpo e estão associados a diversas doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, câncer e Alzheimer (Frijhoff et al., 2015).


O estresse oxidativo é um processo natural e esperado, mas em excesso pode ser prejudicial. O aumento da produção de radicais livres pode ser causado por diversos fatores, como tabagismo, poluição, exposição solar, dieta inadequada, estresse emocional, falta de sono e exercício físico intenso, acima dos limites do corpo. (Pizzino et al., 2017).

Os antioxidantes, por sua vez, são compostos que ajudam a prevenir ou reduzir o EO. Eles agem neutralizando os radicais livres e impedindo que eles danifiquem as células do corpo. Os antioxidantes mais conhecidos incluem as vitaminas C e E, o betacaroteno e o selênio (González-Gallego et al., 2010).

Essas moléculas podem ser encontradas em diversos alimentos, como frutas, legumes, verduras, nozes e sementes. Alguns exemplos são mirtilos, morangos, romãs, brócolis, espinafre, castanhas e amêndoas. Além disso, os antioxidantes também estão disponíveis em forma de suplementos alimentares encapsulados, mas, para a população geral, normalmente manter uma dieta equilibrada em grupos alimentares e quantidades de macro e micronutrientes, já é o suficiente para garantir os níveis satisfatórios de antioxidantes. (Bjelakovic et al., 2012).

Os antioxidantes são importantes não apenas para prevenir o EO, mas também para manter a saúde geral do corpo. Eles ajudam a reduzir o risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares, câncer e diabetes, além de contribuir para a saúde da pele e dos olhos (Bjelakovic et al., 2012).

Os hormônios também desempenham um papel importante na regulação do EO. O hormônio melatonina, por exemplo, é um antioxidante natural produzido pelo corpo, que ajuda a neutralizar os radicais livres e proteger as células do estresse oxidativo (Pizzino et al., 2017).

Em conclusão, o estresse oxidativo é um processo químico natural que pode ser prejudicial em excesso, levando ao envelhecimento precoce e doenças crônicas. Os antioxidantes ajudam a prevenir ou reduzir esse processo e podem ser encontrados em diversos alimentos, além de suplementos alimentares. É importante manter uma dieta equilibrada e saudável, rica em antioxidantes, para prevenir doenças crônicas e manter a saúde geral do corpo. Além disso, outros fatores como o exercício físico e os hormônios, também podem influenciar os níveis de antioxidantes no corpo e reduzir o estresse oxidativo. Portanto, é essencial cuidar da nossa alimentação e estilo de vida para garantir a saúde e o bem-estar ótimo.


Referências Bibliográficas:

Bjelakovic G, Nikolova D, Gluud LL, Simonetti RG, Gluud C. Antioxidant supplements for prevention of mortality in healthy participants and patients with various diseases. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2012;3(3):CD007176. doi: 10.1002/14651858.CD007176.pub2

Frijhoff J, Winyard PG, Zarkovic N, Davies SS, Stocker R, Cheng D, et al. Clinical relevance of biomarkers of oxidative stress. Antioxid Redox Signal. 2015;23(14):1144-70. doi: 10.1089/ars.2015.6317

González-Gallego J, García-Mediavilla MV, Sánchez-Campos S, Tuñón MJ. Fruit polyphenols, immunity and inflammation. Br J Nutr. 2010;104(S3):S15-S27. doi: 10.1017/S0007114510003904

Halliwell B. The antioxidant paradox: less paradoxical now? Br J Clin Pharmacol. 2016; 81(3): 484-96. doi: 10.1111/bcp.12723

Pizzino G, Irrera N, Cucinotta M, Pallio G, Mannino F, Arcoraci V, et al. Oxidative Stress: Harms and Benefits for Human Health. Oxid Med Cell Longev. 2017; 2017: 8416763. doi: 10.1155/2017/8416763

Sadowska-Krępa E, Kłapcińska B, Podgórski T, Szade B, Tyl K, Hadzik A. Effects of supplementation with selected amino acids on exercise-induced oxidative stress and muscle damage. Int J Environ Res Public Health. 2015; 12(8): 9313-27. doi: 10.3390/ijerph120809313


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