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Fármacos para Emagrecimento: O que a nutrição deve saber?

Em sua palestra na Sala Nutrição Brasil, o médico Bruno Cesar abordou o tema “Fármacos para emagrecimento : o que a nutrição deve saber?”

No cenário atual, uma variedade de medicamentos é comercializada com a promessa de auxiliar no processo de emagrecimento, incluindo os renomados agonistas do GLP-1. Inicialmente desenvolvidos para o tratamento de diabetes, atualmente esses medicamentos também são utilizados com finalidades estéticas.

O mecanismo de ação desses fármacos se desencadeia a partir do estímulo do GLP-1 na presença de glicose, desencadeando uma série de eventos que têm como resultado a estimulação das células intestinais. Estas, por sua vez, ativam as células pancreáticas para a liberação de insulina. 



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Tipos de Fármacos para Emagrecimento

Dentre essas opções medicamentosas, ganham destaque o Ozempic, conhecido por sua notável duração de ação, possibilitando a administração semanal. Outra alternativa é o Wegov, que consiste, de modo geral, em uma versão do Ozempic com doses mais elevadas. 

É importante ressaltar que os profissionais da área de saúde devem estar cientes de que, quando se trata de medicamentos administrados por via oral, medidas de proteção contra a ação do ácido estomacal são necessárias para garantir sua eficácia. Entretanto, é amplamente reconhecido que as injeções diretas dessas substâncias costumam ser mais eficazes no que se refere à perda de peso.

Afirmações Equivocadas Sobre Fármacos para Emagrecimento

Há, porém, uma série de equívocos relacionados a esses medicamentos, como a concepção errônea de que eles provocam vômitos como estratégia para promover a perda de peso. Na realidade, esses fármacos exercem influência em diversos órgãos, abrangendo o fígado, cérebro, coração, rim, trato gastrointestinal, células adiposas, músculos e pâncreas, atuando na modulação do apetite por meio de alterações no hipotálamo. Essa regulação envolve a estimulação dos neurônios anorexígenos e a inibição dos orexígenos, tendo o GABA como um dos intermediários.

Ademais, é importante reconhecer que esses medicamentos podem não surtir o mesmo efeito em todos os organismos, especialmente em indivíduos que mantêm dietas inadequadas, resultando em inflamação hipotalâmica. Nesses casos, a administração de anti-inflamatórios, como o ácido alfa-lipóico, pode ser necessária para reduzir a secreção de leptina e sua ação sobre o hipotálamo. A sensação de “vontade de comer” muitas vezes está relacionada ao sistema de recompensa, que envolve a liberação de dopamina e noradrenalina.

Prática Clínica

Na prática clínica, o nutricionista desempenha um papel crucial ao lidar com o uso de fármacos para emagrecimento. É essencial compreender que esses medicamentos muitas vezes fazem parte de um tratamento mais amplo e interdisciplinar para o controle do peso, e a integração das abordagens nutricionais é fundamental. O profissional de nutrição deve estar atualizado sobre os diferentes tipos de medicamentos disponíveis, seus mecanismos de ação e possíveis efeitos colaterais, a fim de orientar os pacientes de forma abrangente.

Além disso, é crucial que o nutricionista avalie a necessidade individual de cada paciente em relação ao uso desses fármacos. Nem todos os indivíduos se beneficiarão igualmente desses medicamentos, e é importante considerar fatores como histórico médico, estado nutricional, estilo de vida e preferências alimentares. O nutricionista desempenha um papel fundamental na educação do paciente sobre o uso adequado dos medicamentos, incluindo horários de administração, interações com alimentos e potenciais impactos na dieta e na nutrição.

Matéria elaborada pela colunista Ana Beatriz Barbosa Lopes, com base na palestra do médico Bruno Cesar.

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