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Fibras Musculares: O que você precisa saber?

O músculo esquelético é composto por uma heterogeneidade de fibras, o que o torna essencial para suas funções. Essa flexibilidade permite que o músculo seja usado para manutenção da postura, contrações submáximas repetidas e até mesmo contrações máximas rápidas e fortes.

Assim, a diversidade de fibras musculares abrange aspectos desde a estrutura até a função muscular. Como exemplo das principais funções do músculo pode-se citar a movimentação do corpo, a estabilização das posições corporais e a realização de movimentos respiratórios. Para isso, a geração desse tecido heterogêneo é baseada na regulação gênica, através de 2 mecanismos principais.



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Mecanismos de Heterogeneidade das Fibras Musculares

  1. Mecanismo qualitativo: diversas proteínas existentes no corpo apresentam formas semelhantes, porém não são idênticas. Elas podem ser geradas através do mesmo gene ou de diferentes genes da mesma família. Dessa forma, a substituição que ocorre entre essas proteínas similares demonstra o primeiro mecanismo para a diversidade de fibras musculares.

  2. Mecanismo quantitativo: diversos genes podem ser regulados independentemente uns dos outros, através de fatores externos como descarga neural, hormônios e carga mecânica. Assim, o produto final que os genes geram diferem entre si, promovendo novas características funcionais ou estruturais.

Vale ressaltar que o número de combinações geradas pelos dois mecanismos é limitado, pois existem restrições impostas, seja por requisitos estruturais ou por regras de expressão genética. Portanto, o número de combinações pode ser menor e, consequentemente, alguns fenótipos de fibras musculares podem ser mais abundantes.

Tipos de Fibras Musculares

Existem dois principais grupos de fibras presentes no organismo humano. Essa divisão é baseada na ATPase miofibrilar histoquímica, sendo responsável por separar as fibras em: tipo I e tipo II. Ainda, existem subgrupos dentro desses, sendo que no final, pode ser encontrado no organismo os seguintes tipos: I, IC, IIA, IIB, IIC, IIAB, IIAC.

Em relação às fibras do tipo I, elas são denominadas de fibras de contração lenta. Entre suas principais características encontram-se a capacidade oxidativa, coloração vermelha, altamente resistentes à fadiga e são predominantes em atividades aeróbicas de longa duração. Já as fibras do tipo II, denominadas de fibras de contração rápida, apresentam capacidade glicolítica, coloração branca, movimentos rápidos e potentes e são predominantes em atividades anaeróbicas.

Prática Clínica

Portanto, as fibras são de extrema importância para diversas funções fisiológicas, sendo que os tipos são predominantemente utilizados em cada tipo de situação. Nos casos de atletas que precisam de um movimento rápido e potente, as fibras do tipo II serão mais utilizadas durante o movimento, mas as fibras do tipo I não estão inativas. Do mesmo modo, o foco no treinamento anaeróbico estimula a capacidade glicolítica, produzindo maior potência muscular.

Referências Bibliográficas

BOTTINELLI, R; REGGIANI, C. Human skeletal muscle fibres: molecular and functional diversity. Progress In Biophysics And Molecular Biology, [S.L.], v. 73, n. 2-4, p. 195-262, fev. 2000. Elsevier BV. http://dx.doi.org/10.1016/s0079-6107(00)00006-7.

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