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Conheça o papel dos Fitoterápicos para mulheres em climatério

O climatério, um período de transição na vida da mulher, compreende a fase entre o fim da capacidade reprodutiva até a senilidade, geralmente dos 40 aos 65 anos. Este processo, muitas vezes associado a alterações físicas, emocionais e sociais, resulta da redução da atividade folicular ovariana. Em um contexto de aumento da expectativa de vida, os fitoterápicos surgem como uma opção terapêutica acessível e com menos efeitos colaterais, destacando a importância de profissionais de saúde apoiarem as mulheres durante essa fase de transição. O conhecimento adequado sobre o climatério é essencial para compreender e lidar com as complexidades biopsicossociais dessa etapa.


Tabela de conteúdos


Fitoterápicos para mulheres: características do Climatério


O climatério ocorre devido à diminuição ou perda da atividade ovariana, envolvendo mudanças biológicas, psicológicas e emocionais devido às flutuações hormonais, gerando sintomas que afetam a qualidade de vida da mulher. Assim, a deficiência de estrogênio durante a menopausa desencadeia sintomas como ondas de calor, suores noturnos, diminuição da massa óssea e aumento do risco de doenças cardiovasculares, contribuindo para condições como Diabetes Mellitus tipo II.


Embora algumas mulheres possam passar por essa fase sem queixas, é crucial um acompanhamento de saúde regular para diagnosticar, prevenir e tratar possíveis problemas de saúde associados ao climatério. Desse modo, estratégias como dieta, atividade física e terapias alternativas naturais podem ajudar a minimizar os efeitos desta fase.


Fitoterápicos e climatério

A fitoterapia, baseada no uso de plantas medicinais e fitoterápicos, destaca-se por empregar esses recursos para tratar e prevenir doenças. Utiliza-se plantas medicinais de maneira caseira, enquanto os fitoterápicos passam por processos industriais para se tornarem medicamentos. Assim, diversos métodos de preparo podem ser usados, como chás, sucos e emplastros.


O “Manual de Atenção à Mulher no Climatério/Menopausa” do Ministério da Saúde do Brasil destaca os fitoestrogênios, que atuam como semelhantes ao estrogênio. Eles podem ser encontrados em vários alimentos, sendo a soja a fonte principal. Esses fitoestrogênios são considerados uma forma de tratamento de reposição hormonal natural, especialmente quando derivados de espécies como Glycine Max, L. (Fabaceae), Trifolium pratense L. (Fabaceae) e Cimicifuga racemosa (L.) Nutt. (Ranunculaceae).


Os fitoestrogênios são classificados em quatro grupos principais: isoflavonas (presentes na soja), lignanos (em cereais integrais e oleaginosas), flavonoides (em algumas frutas e legumes) e cumestranos (em brotos de feijão, alfafa e soja). Dentre esses, as isoflavonas, como genisteína, daidzeína e glicitína, são os mais estudados devido à sua ação estrogênica.


Prática clínica

A terapia de reposição hormonal é comum, mas pode ter efeitos colaterais adversos. No entanto, existem alternativas terapêuticas naturais, como fitoterapia, que envolvem o uso de plantas medicinais e fitoterápicos para aliviar os sintomas do climatério. Além disso, a dieta e o estilo de vida saudáveis desempenham um papel crucial nesse processo.


Assim, a recomendação de Glycine Max e Cimicifuga racemosa é de 40 a 80 mg por dia, enquanto a de Trifolium pratense é de 40 a 60 mg por dia. Por fim, é essencial que o profissional da saúde apresente terapias individualizadas para cada mulher, com o intuito de diminuir os sintomas e auxiliar na qualidade de vida.


Referências

SILVA, Amanda Keiko Yamaki da. NEVES, Elisabete Queiróz Caldeira. O uso da fitoterapia para o tratamento dos sintomas do climatério. Revista Científica Multidisciplinar Núcleo do Conhecimento. Ano. 07, Ed. 12, Vol. 07, pp. 86-97. Dezembro de 2022. ISSN: 2448-0959.

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