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Hidratação para Nadadores: É necessária?

A natação foi incluída nas modalidades olímpicas desde os primeiros Jogos Olímpicos de Verão modernos, que ocorreram em 1896. Atualmente, as competições de natação são realizadas em piscinas de 50 e 25 m de comprimento. As competições de natação mais importantes, por exemplo, durante os Jogos Olímpicos ou os Campeonatos Mundiais, são realizadas em uma piscina (a chamada “Piscina Olímpica”) de 50 (comprimento) × 25 (largura) m, com um mínimo de dois metros de profundidade e dividida em 10 faixas.



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Temperatura da Água, Sudorese e Hidratação na Natação

A temperatura da água deve oscilar entre 25 e 28 ◦C. Deve-se notar que em um ambiente aquático (como nas modalidades de natação), o organismo humano está sujeito a condições ambientais diferentes do que quando está em terra. Entre outras coisas, é afetado pela alta pressão hidrostática, que aumenta o fluxo sanguíneo para os principais órgãos do corpo (cérebro, coração, pulmões) e estimula a atividade diurética. Ainda não está claro como o ambiente aquático (especialmente durante o exercício) influencia a sudorese. Isso pode ser crucial nos esportes, pois a transpiração é o mecanismo mais eficiente para manter a temperatura corporal ideal e facilitar a remoção de alguns produtos metabólicos.

Reidratação na Natação

Os principais órgãos, incluindo o Comitê Olímpico Internacional, recomendaram a reidratação durante o exercício, seguindo o conselho de especialistas de que a reidratação do atleta melhora o desempenho e que a euidratação (estado normal do teor de água corporal) seria o ideal durante as atividades esportivas. 

Portanto, é necessário enfatizar que a hidratação adequada é vital porque a água no corpo humano, além de seu papel termorregulador, também determina muitas outras funções, como o transporte de nutrientes e a estruturação de células e tecidos. O corpo humano em condições naturais poderia funcionar sem ingestão de líquidos por apenas dois a quatro dias. Quando a relação entre a ingestão de fluidos e a perda hídrica está desequilibrada, pode ocorrer desidratação. Deve-se notar que a desidratação pode prejudicar de forma significativa e muito rápida o funcionamento ideal do organismo, alterando o humor, interrompendo as funções cognitivas ou reduzindo a regulação glicêmica. Esta condição pode ser um fator patogênico em doenças e condições como hipertensão, doença arterial coronariana ou acidente vascular cerebral.

A desidratação também é um problema sério no esporte, prejudicando a capacidade física e o desempenho do exercício em uma ampla gama de disciplinas. Deve ser sublinhado que o estado inadequado de hidratação corporal leva a distúrbios cardiorrespiratórios, uma maior frequência de contrações cardíacas em carga submáxima, concentração elevada de lactato durante esforços de longo prazo, um maior grau de carga de exercício percebida e menor potência durante os contra relógios e menor consumo máximo de oxigênio (VO2max) em indivíduos que se exercitam.

Prática Clínica

As recomendações da ingestão ideal de água/líquido equivalem a 150% da quantidade de perda hídrica durante o treinamento. Essa demanda não necessariamente precisa ser atendida inteiramente apenas durante o exercício; também pode ser completada após a sessão de treino. Vale ressaltar que isso é de fundamental importância, principalmente se os atletas realizam duas ou mais sessões de treinamento por dia, a fim de iniciar as sessões seguintes em estado de euhidratação.

Referências Bibliográficas

WIśNIEWSKI, Damian; ŚLIWICKA, Ewa; MALIK, Jakub; DURKALEC-MICHALSKI, Krzysztof. Evaluation of Fluid Loss and Customary Fluid Intake among a Selected Group of Young Swimmers: a preliminary field study. International Journal Of Environmental Research And Public Health, [S.L.], v. 18, n. 6, p. 3205, 19 mar. 2021. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/ijerph18063205

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