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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Hipertrofia Muscular

A teoria do desenvolvimento físico unificada ressalta a importância da progressão do exercício para a hipertrofia, considerando variações de movimento, volume, carga e execução. Para garantir o crescimento muscular, é essencial assegurar estresse metabólico, dano muscular e tensão mecânica, com o acompanhamento de um profissional de Educação Física. A execução correta do movimento é fundamental para ativar os músculos de forma adequada, enquanto a carga prescrita e o volume desempenham papéis essenciais na hipertrofia. As variações de exercícios são vistas como complementares para atingir diferentes grupos musculares.


Nesse contexto, a tensão mecânica é a base da Pirâmide Schoenfeld e é destacada como a base para o crescimento muscular, enquanto o estresse metabólico e o dano muscular são considerados elementos cruciais. É importante ressaltar que o dano muscular não é gerado apenas pela falha, mas por diversas técnicas que levam à fadiga, como o drop-set. Dessa forma, a nutrição desempenha um papel vital na otimização desses fatores.


Estratégias


As estratégias nutricionais têm como objetivo criar um ambiente anabólico para promover a progressão física, levando em consideração a relação entre estímulo e ambiente. O nutricionista deve avaliar as respostas hormonais ao estresse, como a queda brusca na ingestão calórica e a recuperação hormonal. Além disso, análises sobre desenvolvimento de força, resistência e hipertrofia são essenciais, embora devam ser realizadas em um estágio posterior.


O estado nutricional e físico do indivíduo influencia vários aspectos, incluindo função adrenal, função neurológica, recuperação muscular, controle da pressão arterial, secreção de hormônios sexuais, função do eixo somatotrófico, metabolismo tireoidiano e resistência à fadiga.


Dieta


A restrição calórica exerce um impacto negativo em diversos aspectos fisiológicos, incluindo a função tireoidiana, produção hormonal e resposta ao estresse. Isso resulta em um aumento do cortisol, alterações no humor, piora na resistência à fadiga, recuperação muscular comprometida e controle pressórico prejudicado, contribuindo para o desenvolvimento de resistência à insulina.


Por outro lado, em dietas hipercalóricas, observa-se uma mudança positiva em vários aspectos fisiológicos, com exceção do nível de cortisol, que se mantém controlado devido à ingestão direta de carboidratos. Essa condição resulta em benefícios como controle da libido, manutenção da pressão arterial e dos níveis de glicose no sangue, recuperação muscular adequada conforme as demandas do corpo, melhoria da agilidade cognitiva e aumento da disposição.


Adicionalmente, o aumento na demanda energética também pode ser uma estratégia nutricional eficaz, pois melhora a capacidade metabólica. Foi demonstrado que o exercício aeróbio não prejudica o ganho muscular; pelo contrário, pode até mesmo promovê-lo.


Proteínas x Hipertrofia


Além disso, é importante considerar que o consumo de proteínas pode ter uma relação dose-resposta, promovendo uma melhora na síntese proteica muscular. Contudo, é crucial analisar o balanço proteico corporal total, não apenas o muscular, pois isso influencia diretamente na estética, regulando a síntese proteica em todos os tecidos do corpo.


Anteriormente, acreditava-se que o excesso de proteínas ingeridas era eliminado através da oxidação proteica. No entanto, estudos demonstraram que enquanto uma dose de 25g de Whey Protein estava quase totalmente absorvida após 6 horas, uma dose de 100g ainda estava sendo digerida após 12 horas. Isso resultou em uma taxa de síntese de proteína muscular 19% maior nas primeiras 4 horas em comparação com a dose menor de 25g. Portanto, além de a proteína ter uma resposta à dose, períodos de superávit proteico são utilizados na síntese proteica, não sendo descartados pela oxidação.


Marcadores


Para avaliar esses aspectos no consultório, é importante analisar os marcadores de sobrecarga. Para lesões teciduais, os marcadores incluem Creatinoquinase (CK), Desidrogenase Láctica (DHL), Aminotransferases e Mioglobina. Para estresse metabólico, devem ser verificados Uréia, Creatinina, Ácido Úrico, ACTH e Cortisol. Já para processos inflamatórios, são relevantes Proteína C-Reativa, Velocidade de Hemossedimentação, Ferritina e Fibrinogênio.


Prática Clínica


Manter a resistência à insulina sob controle requer a adoção da intermitência calórica, progredindo gradualmente com base na avaliação clínica e em exames. Além disso, é essencial incluir exercícios aeróbios. Aumentar as calorias totais ou não proteicas pode ser uma opção, mas é importante ter cautela ao aumentar as calorias provenientes exclusivamente de proteínas, pois isso pode resultar em falta de energia disponível para uma incorporação eficiente do superávit proteico.


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Sugestão de estudo: Hipertrofia



Referências Bibliográficas


MACNAUGHTON, Lindsay S.; WARDLE, Sophie L.; WITARD, Oliver C.; MCGLORY, Chris; HAMILTON, D. Lee; JEROMSON, Stewart; LAWRENCE, Clare E.; WALLIS, Gareth A.; TIPTON, Kevin D.. The response of muscle protein synthesis following whole‐body resistance exercise is greater following 40 g than 20 g of ingested whey protein. Physiological Reports, [S.L.], v. 4, n. 15, p. 1, ago. 2016. Wiley.

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