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Hipertrofia Muscular e Álcool

O álcool é uma droga lícita, consumida por grande parte da população e muitas vezes de forma abusiva. Entretanto, apresenta efeitos sob funções imunológica, cardiovascular, metabólica, nutricional, hormonal e psicomotora. Por isso, faz-se necessário atentar-se aos efeitos fisiológicos dessa substância no processo de recuperação muscular e desempenho físico. Dois fatores imprescindíveis para o processo de hipertrofia muscular.

Sendo assim, é importante salientar que fatores genéticos, sexo, peso corporal, estado nutricional e quantidade de álcool ingerida influenciam na variação das consequências a curto e longo prazo entre os indivíduos.



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Como o álcool piora o desempenho físico?

Foi observado que o álcool pode indiretamente causar uma diminuição do desempenho físico, uma vez que interfere no metabolismo humano devido à desaceleração do ciclo do ácido cítrico, inibindo a gliconeogênese (síntese de glicogênio muscular a partir de não carboidratos) e elevando os níveis de lactato.

Quanto ao sono, a substância também mostrou uma piora da qualidade do mesmo, apesar de induzi-lo, suprimindo o sono REM e aumentando o sono de ondas lentas (SWS). Fator que também impacta diretamente no desempenho e recuperação muscular do atleta ou praticante de atividade física.

Como o álcool afeta a síntese proteica?

De acordo com os estudos realizados, o consumo de álcool após o exercício físico associado à falta de consumo de uma quantidade de proteína adequada para estimulação da síntese proteica muscular (MPS), mostraram uma diminuição de 37% na mesma. E mesmo quando consumido em associação a uma quantidade adequada de proteínas a MPS não foi estimulada da maneira ideal, sendo reduzida em 24%, prejudicando assim o reparo muscular.

Além disso, também aumenta os níveis de cortisol (hormônio responsável pela degradação de proteínas) e diminui a secreção de testosterona (hormônio responsável pela estimulação da síntese proteica), quando consumido em altas doses com uma certa frequência.

Ademais, o álcool inibe mecanismos que promovem a hipertrofia muscular, como a mTOR, que desempenha papel vital na síntese proteica e no controle da massa muscular esquelética. Além de promover o estresse oxidativo, disfunção mitocondrial e menor capacidade de regeneração muscular. A conjunção de todos estes fatores estabelece como o álcool pode atuar dificultando a hipertrofia muscular.

Prática clínica

É possível desenvolver estratégias nutricionais para melhor encaixe do álcool na dieta de um indivíduo, ajustando não só a dose e frequência de consumo mas também a alimentação, visando minimizar os prejuízos causados.  Dessa forma, a boa prática é não incentivar ou recomendar a ingestão alcoólica de maneira moderada, cabendo ao profissional da área da saúde afirmar que seu consumo representa aumento de dificuldade no alcance de diversos objetivos, dentre eles o processo de hipertrofia muscular.

Referências bibliográficas

Artigo: OLIVEIRA, Daiane Gonçalves de; ALMAS, Saulo Peters; DUARTE, Lidiane Castro; DUTRA, Sheila Cristina Potente; OLIVEIRA, Renata Maria Souza; NUNES, Renato Moreira; NEMER, Aline Silva de Aguiar. Consumo de álcool por frequentadores de academia de ginástica. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, [S.L.], v. 63, n. 2, p. 127-132, jul. 2014. FapUNIFESP (SciELO). http://doi.org/10.1590/0047-2085000000016.

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