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Jejum Intermitente para Otimização Cerebral: Qual o mecanismo?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, as doenças cerebrais são uma das principais causas de morte e incapacidade em todo o mundo e tornou-se cada vez mais importante à medida que as taxas de incidência aumentaram dramaticamente nas últimas décadas. Evidências epidemiológicas apoiam o papel dos fatores de estilo de vida, como a dieta, que podem ajudar a prevenir doenças relacionadas ao cérebro.

Evidências crescentes de pesquisas sugerem que períodos de jejum que não alteram calorias e nutrientes podem ter efeitos benéficos na cognição e na saúde do cérebro. Assim, à medida que o interesse em examinar o papel da ingestão de nutrientes na cognição aumentou, também aumentou o interesse em examinar quando e com que frequência você come, conhecido como jejum intermitente.



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Mecanismo do Jejum Intermitente

O jejum intermitente refere-se ao jejum ou restrição calórica severa por 12 a 48 horas, alternando com alimentação regular sem restrições. Como resultado de um período de ingestão restrita de alimentos, o corpo inicia uma mudança metabólica, o que leva a uma série de alterações celulares e circadianas associadas a inúmeros benefícios à saúde, sendo um dos órgãos beneficiados, o cérebro.

Quando o jejum intermitente continua por tempo suficiente, começa um processo que envolve o corpo mudando sua preferência para extrair energia através do processo de glicogenólise para para a lipólise (a utilização da gordura armazenada na forma de lipídios do tecido adiposo). Esses lipídios são metabolizados em cetonas.

Jejum Intermitente para Otimização Cerebral

As cetonas oriundas do jejum intermitente, otimizam a função cerebral, pois se tornam o combustível preferido do cérebro durante os períodos de jejum. Além de servir como fonte de energia, também regulam os fatores de transcrição nos neurônios, os quais são capazes de regular a síntese de proteínas através da via mTOR, reduzindo sua atividade durante o jejum.

Consequentemente, ocorre uma inibição geral da síntese proteica e a reciclagem de proteínas disfuncionais pela autofagia. A autofagia também é responsável pela capacidade do corpo de lidar com o estresse oxidativo, que se agrava com a idade e o curso de doenças neurodegenerativas. Como resultado, os processos anabólicos são minimizados, levando ao aumento da resistência ao estresse, reparação tecidual e recuperação de proteínas e moléculas danificadas.

Prática Clínica

Existem diversos tipos de práticas para o jejum intermitente, mas eles não possuem distinções a respeito da eficácia na otimização cerebral. No entanto, esse efeito pode variar dependendo da qualidade da dieta. O nutricionista pode prescrever um jejum intermitente entre 16 a 20 horas, pelo menos 2x na semana, para auxiliar na função cognitiva.

No entanto, essa prática não pode ser recomendada para todos, apesar de ser mais simples. Cada paciente é único e é necessário avaliar as condições fisiológicas para a implementação dessa dieta em sua rotina. Assim, torna-se fundamental o acompanhamento nutricional cotidianamente, com o intuito de garantir a eficácia do jejum intermitente para a otimização cerebral. 

Referências Bibliográficas

Leia mais sobre o tema: Jejum Intermitente: Bom pra quem?

Artigo: GUDDEN, Jip; VASQUEZ, Alejandro Arias; BLOEMENDAAL, Mirjam. The Effects of Intermittent Fasting on Brain and Cognitive Function. Nutrients, [S.L.], v. 13, n. 9, p. 1-25, 10 set. 2021. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/nu13093166. 

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