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Kombucha: Por que implantar na prática clínica?

A kombucha, uma bebida ancestral de possível origem manchu, tem conquistado o paladar contemporâneo devido à sua mistura única de sabor e benefícios para a saúde. Resultante da fermentação do chá por diversas bactérias e leveduras, essa bebida revela propriedades surpreendentes. Essa sinergia microbiana não apenas protege contra bactérias indesejadas, mas também gera uma película de celulose que adiciona uma camada extra de complexidade e textura a kombucha.

Vamos aprofundar nossa exploração do universo da kombucha, abrangendo desde sua composição microbiológica até os componentes ativos que se desenvolvem durante o processo de fermentação. O texto ressalta as propriedades biológicas da kombucha e os efeitos promissores na utilização de infusões de outras plantas. A kombucha se destaca não só como uma bebida saborosa, mas também como uma fonte potencial de benefícios funcionais, apresentando propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes.



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O que é a ‘’kombucha’’?

A kombucha é uma bebida obtida a partir de uma cultura simbiótica de bactérias dos ácidos acético e láctico, e leveduras, demonstrando sua complexidade microbiológica. Comumente produzido a partir do chá preto, seu processo de fermentação resulta não apenas em um sabor ácido característico, mas também na formação de um biofilme na superfície do meio de crescimento. Esse biofilme, aliado à fase líquida ácida, compõe as duas fases distintas da kombucha.

Além do paladar único, o Kombucha traz consigo uma rica gama de componentes, incluindo ácidos acético, glucônico, tartárico, málico e cítrico, responsáveis pela sua característica acidez. Esta bebida passa pelas fermentações alcoólica, láctica e acética, que são o resultado da coexistência de diversas leveduras e bactérias no meio. No entanto, apesar de seu crescente consumo e reconhecimento, ainda há uma lacuna no entendimento completo de seus componentes ativos, sua evolução durante a fermentação e suas atividades farmacológicas.

Explorando o Potencial da Kombucha

O Kombuchá se apresenta como uma excelente opção em meio às atuais tendências alimentares, sendo minimamente processado e repleto de benefícios à saúde. Contudo, para sua produção em escala industrial, é essencial considerar fatores como tecnologia de fabricação, microbiota envolvida, subprodutos e propriedades físico-químicas. 

Assim, à medida que pesquisadores e consumidores exploram as potencialidades deste elixir fermentado, o Kombuchá permanece como um campo fértil para estudos e descobertas, prometendo revelar ainda mais sobre suas características e benefícios.

Produção da Kombucha

O principal componente utilizado nesse processo é o SCOBY (Symbiotic Culture Of Bacteria and Yeast), uma matriz celulósica que se forma durante a fermentação e é essencial para o cultivo das bactérias acéticas e leveduras necessárias. Durante a fermentação, uma nova camada de SCOBY se forma na superfície do líquido, podendo ser usada para iniciar novos processos de fermentação. 

Em relação à microbiota envolvida na produção de Kombuchá, ela é dividida em duas partes: a presente no filme celulósico e a presente na parte líquida da bebida. Apesar de variar conforme a localização geográfica, algumas famílias e gêneros de leveduras e bactérias são consistentemente encontrados em todas as amostras de Kombuchá.

Além dos ingredientes básicos como água, chá de Camellia sinensis, açúcares, leveduras e bactérias, é possível adicionar infusões de outras plantas, mel, frutas, vegetais, especiarias, entre outros elementos, dependendo da legislação vigente e do tipo de Kombuchá produzido. 

O chá ou infusão é muito importante para fornecer os nutrientes necessários aos microrganismos durante o processo de fermentação. A cafeína e a teofilina, presentes no chá, são essenciais para a produção de ácidos nucleicos pelos microrganismos. Os açúcares, especialmente a sacarose, são a fonte de energia para as bactérias e leveduras, permitindo a fermentação da Kombuchá. 

Prática Clínica 

O profissional de saúde deve estar atento a várias orientações antes de recomendar o consumo de Kombuchá em sua prática clínica. Entre essas diretrizes, é importante considerar a introdução gradual, monitorar reações adversas, optar por marcas orgânicas ou garantir rigorosas condições de higiene ao prepará-lo em casa. 

Além disso, é fundamental observar algumas condições específicas de restrição, como em casos de gestantes, lactantes, pacientes imunossuprimidos e pós-cirúrgicos. O profissional também deve educar os pacientes sobre os potenciais benefícios dos probióticos presentes no Kombuchá, ao mesmo tempo em que supervisiona o volume e a frequência de consumo para garantir resultados positivos para a saúde.

Referências Bibliográficas 

VILLARREAL‐SOTO, Silvia Alejandra; BEAUFORT, Sandra; BOUAJILA, Jalloul; SOUCHARD, Jean‐Pierre; TAILLANDIER, Patricia. Understanding Kombucha Tea Fermentation: a review. Journal Of Food Science, [S.L.], v. 83, n. 3, p. 580-588, mar. 2018. Wiley. 

KAPP, Julie M.; SUMNER, Walton. Kombucha: a systematic review of the empirical evidence of human health benefit. Annals Of Epidemiology, [S.L.], v. 30, p. 66-70, fev. 2019. Elsevier BV. 

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