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Laticínios e Aterosclerose: Qual a relação?

A aterosclerose é uma inflamação que tem como característica o acúmulo de placas de gordura na parede das artérias do corpo humano, incluindo o coração. Assim, essas placas podem causar estreitamento e endurecimento das artérias, o que pode gerar a obstrução dos vasos e restringir o fluxo sanguíneo. O que, posteriormente, tende a afetar as funções do organismo e acarretar em comprometimentos cardiovasculares, colesterol elevado, danos vasculares cerebrais e etc.



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Interpretando a Literatura: Aterosclerose vs. Laticínios

Em comparação com os hábitos de vida e a alimentação em nativos da Indonésia e em testes realizados em laboratórios com coelhos que seguiram dieta rica em colesterol, observou-se que a dieta dos nativos era predominantemente vegetariana, o que resultou em diminuição da pressão arterial e na mortalidade geral, como a cardiovascular. 

Além disso, também foi analisada a composição de óleos comestíveis, manteigas, margarinas, laticínios e ovos, para uma dieta de 1.800 calorias recomendado pela ´´American Heart Association´´.  Sendo que, a partir desta, observou-se que entre os óleos comestíveis, o de canola apresentou-se como o melhor, pois quando comparado aos de soja, milho e girassol, demonstrou quantidades menores de gordura saturada e ácido palmítico, além de fornecer maior quantidade de ômega 3/6, contudo logo depois dele está o óleo de girassol, que pode ser uma opção mais acessível.

Assim também, entre os leites, em relação à gordura saturada como o conteúdo de ácido mirístico e palmítico revelaram o desnatado como o mais recomendável, porém não há vantagens em relação ao semi desnatado, pois ambos garantem em sua composição a diminuição dos citados acima.

Enquanto que em relação aos queijos, o tipo minas é o que apresentou o menor índice de colesterol e gordura saturada, quando comparado com os queijos amarelos. O queijo minas contém os menores níveis de colesterol, gordura saturada e palmítico. No que se trata da comparação com a manteiga e a margarina, a segunda levou vantagem quando os níveis de gordura trans não ultrapassam o recomendado, assim apresentavam mais gorduras poliinsaturadas, linoleico e Ômega 3. Por fim, no caso do ovo, não existiram diferenças.

Prática Clínica

Foi observado que não existem alimentos que devam ser proibidos da dieta de um indivíduo saudável em relação aos níveis de colesterol, porém, em alguns casos em que há a necessidade de redução destes alimentos. De maneira que o  paciente representa a predisposição genética de  apresentar colesterol elevado ou seguir uma dieta rica em colesterol, que pode prejudicar posteriormente. Com isso, a intervenção dietética continua a ser relevante para a prevenção primária e secundária da aterosclerose. 

Referências Bibliográficas

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