top of page

Medicinas Ancestrais e Inflamação

A base da inflamação reside no excesso, e o tratamento médico deve ser abordado de maneira integrada para alcançar o resultado desejado de desinflamação. Os comportamentos relacionados à alimentação desempenham um papel crucial nesse processo, particularmente na promoção da saúde intestinal.



Table of ContentsToggle

Causas da Inflamação

Diversos gatilhos externos podem ser a etiologia da inflamação, incluindo exposição química, alterações na microbiota intestinal e fatores emocionais. É responsabilidade do profissional de saúde auxiliar o paciente na neutralização ou eliminação desses estímulos, em vez de acumulá-los. Para isso, é necessário abordar alergias, vícios emocionais, poluição, microbiota, dieta, sono, estresse e uso de substâncias.

Outros fatores desencadeantes da inflamação incluem eventos como a gestação, a menarca, os padrões alimentares históricos, mudanças de estação, alterações nos hábitos de vida, uso de medicamentos e predisposição genética, embora esta última não seja determinante.

Medicina Ancestral vs. Inflamação

Em relação à medicina ancestral, ela também desempenha um papel significativo no tratamento da inflamação. Ao longo da história, figuras como Santa Hildegard já reconheciam a importância da relação entre o ser humano e a natureza no contexto da saúde. Essa conexão entre o indivíduo e a natureza é inegável, e pesquisas modernas confirmam que fatores como o estilo de vida e o estado emocional afetam o sistema nervoso autônomo, influenciando a saúde.

Dessa forma, para o entendimento do quadro, práticas como a anamnese podem melhorar a abordagem terapêutica para a desinflamação. Além disso, marcadores intestinais, de sono, da tireoide e mentais são cruciais para analisar o estado inflamatório de um indivíduo. 

Prática Clínica

O profissional pode recomendar diversas atitudes a serem adotadas por seus pacientes, para promover o processo de desinflamação, como a raspagem da língua ao acordar e o consumo de água morna pela manhã. Além disso, seu paciente deve dar preferência por alimentos cozidos e mornos, mastigação adequada, uso de chás digestivos e a alimentação consciente.

Outro ponto importante é a suplementação, que pode ser benéfica para atenuar os indicadores de aumento de TH1 e TH2, dois tipos de respostas imunológicas. Alguns suplementos, como vitamina D, ácido alfa lipóico, EGCG, silimarina, curcumina e resveratrol, podem ser úteis no contexto da TH1, enquanto N-acetil cisteína, quercetina, perilla fructensis, astragalus, curcumina e resveratrol podem ser aplicados para equilibrar a TH2.

Por fim o uso de “shots” contendo ervas, especiarias, adaptógenos, componentes ricos em clorofila, tinturas, fibras, suplementos e outros elementos pode ser uma estratégia eficaz para promover antioxidantes e anti-inflamatórios, melhorar a digestão, modular a microbiota intestinal, regular a saciedade e controlar a glicemia e a sensibilidade à insulina.

Matéria elaborada pela colunista Sara Gonçalves, com base na palestra da médica Priscila Antunes.

Classifique esse post

3 visualizações

Comentários


bottom of page