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(PC) Testes de Auxílio Diagnóstico: O que temos disponível?

Os biomarcadores sanguíneos são indicadores essenciais de saúde e longevidade, com 45 principais marcadores frequentemente utilizados para avaliar o estado de saúde. 


Esses biomarcadores abrangem uma variedade de funções corporais, desde a inflamação até o metabolismo, proporcionando uma visão abrangente da saúde do indivíduo. 


Os valores de referência para esses biomarcadores são estabelecidos com base em uma população teoricamente saudável, permitindo a comparação dos resultados individuais com um intervalo de referência padronizado. Para uma avaliação precisa, é fundamental comparar os resultados atuais com dados anteriores, monitorando as mudanças ao longo do tempo e combinando os resultados de diferentes testes. Essa abordagem permite medir a excreção de substâncias e ajustar intervenções conforme necessário.


Além dos biomarcadores sanguíneos, existem testes auxiliares, como o Teste de Ácidos Orgânicos (OAT) realizado a partir da urina, que são fundamentais para diagnósticos mais precisos. Este teste pode detectar fungos, bactérias, disfunções mitocondriais, neurotransmissores e erros inatos do metabolismo, além de avaliar o metabolismo dos ácidos graxos e a detoxificação. 


Clinicamente, esses testes são relevantes para condições como autismo e transtornos do desenvolvimento, fornecendo dados valiosos sobre a saúde metabólica do paciente. Os laudos desses testes incluem todos os marcadores relevantes e seus valores de referência, sendo responsabilidade do profissional de saúde interpretar esses dados e determinar a conduta adequada.


Marcadores Principais e Intervenções Nutricionais


Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são biomarcadores críticos com relevância clínica significativa. Associados a condições como artrite reumatoide, gestão de peso, cognição, atrofia cerebral e saúde cardiovascular, incluindo a redução do risco de morte súbita e distúrbios psiquiátricos, eles são fundamentais. A análise detalhada da síntese desses ácidos graxos pode identificar deficiências de EPA e DHA, permitindo a suplementação adequada com ômega-3 para uma modulação precisa da saúde do paciente.


Além disso, a digestão dos alimentos resulta na quebra de nutrientes em glicose, aminoácidos e ácidos graxos, os quais são então absorvidos na corrente sanguínea. Porém, alimentos parcialmente digeridos podem atravessar as células intestinais, levando à produção de anticorpos contra esses antígenos alimentares e formando complexos antígeno-anticorpo. Um sistema imunológico saudável elimina esses complexos sem sintomas. 


No entanto, a hipersensibilidade alimentar pode causar uma resposta imunológica rápida, associada à permeabilidade intestinal. Isso pode resultar em sintomas respiratórios, cardiovasculares, metabólicos, dérmicos, gastrointestinais, neurais e musculares.


Microbiota Intestinal e Saúde


O microbioma intestinal desempenha um papel crucial na saúde, influenciando funções digestivas e imunológicas. Desequilíbrios na microbiota, como níveis elevados de Bacteroidetes ou reduzidos de Firmicutes, podem ser modulados por intervenções dietéticas e suplementação. Estratégias como a dieta low FODMAP, probióticos e fibras prebióticas são recomendadas para restaurar o equilíbrio microbiológico.


Além disso, no microbioma feminino, o equilíbrio dos lactobacilos na flora vaginal é essencial para a saúde imunológica e a prevenção de infecções


Intervenções terapêuticas, como a administração oral ou intravaginal de probióticos, podem restaurar a homeostase do microbioma vaginal, mantendo um pH ácido e modulando a resposta imune local. Essas abordagens são eficazes no tratamento de infecções fúngicas e bacterianas, além de melhorar a resposta imune após infecções virais.


Nutrigenética e Saúde Personalizada


A nutrigenética permite a personalização da dieta com base no perfil genético do paciente, promovendo a prevenção de doenças e a otimização do desenvolvimento físico e cognitivo. A identificação de predisposições genéticas auxilia na criação de estratégias dietéticas personalizadas para evitar problemas futuros e maximizar o potencial individual, promovendo uma vida saudável e equilibrada.


Ademais, as reações adversas a medicamentos são uma preocupação significativa, resultando na morte de aproximadamente 100.000 pessoas por ano. Nos indivíduos com mais de 65 anos, 60% acessam os serviços de emergência devido a sintomas associados ao uso de anticoagulantes, tratamentos para diabetes e analgésicos opioides. Diversos fatores influenciam a resposta individual aos medicamentos, incluindo fatores extrínsecos e intrínsecos como interações medicamentosas, idade, tabagismo, dieta, etnia, alcoolismo, disfunções e infecções, fatores ambientais, gestação, intervenções médicas e genética.


Além disso, o laudo dos testes destaca variações no metabolismo dos medicamentos, evidenciando a importância dos testes para modulação específica do paciente. Modificações epigenéticas, como a metilação do DNA e a modificação de histonas, também desempenham um papel crucial, afetando a acessibilidade aos genes e a expressão gênica


Estas alterações podem promover ou inibir a expressão de genes, influenciando o envelhecimento, câncer, doenças cardiovasculares e outras condições de saúde, sendo reguladas por RNA não codificante e pela estrutura da cromatina. Portanto, o quanto está disponível na medicina de precisão deve ser aplicado, pois, se você não pode medir, não pode gerenciar.


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