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Tendinopatias em Atletas: Prevenção e Tratamento

As tendinopatias são condições caracterizadas por problemas nos tendões, podendo ocorrer devido a processos inflamatórios ou degenerativos, sendo mais comuns em pessoas mais velhas. Algumas estratégias conservadoras têm sido propostas para tratar tendinopatias, incluindo o uso de suplementos dietéticos para promover a renovação fisiológica do tecido tendinoso e prevenir inflamações e degenerações.

 

Ainda, a prática de atividade física, especialmente esportes, é um mecanismo de estresse que aumenta o risco de lesões tendíneas, afetando diversas áreas anatômicas, com destaque para a tendinopatia de Aquiles, patelar e epicondilite, que têm alta incidência em atletas. Além dos esportes, fatores de risco modificáveis e não modificáveis, como idade e gênero, também influenciam no desenvolvimento de tendinopatias, sendo os adolescentes menos afetados em comparação com adultos. Leia mais sobre o tema abaixo.

 

Classificação das Tendinopatias Inflamatórias

 

Tendinopatias são condições que afetam os tendões, sendo as mais comuns a tendinite (inflamação do tendão), ruptura do tendão, tenossinovite (inflamação do revestimento do tendão) e calcificações. Nas tendinopatias caracterizadas por processos inflamatórios, é estabelecida uma classificação simples entre tendinopatia reativa (mecânica) e degenerativa.

 

A tendinopatia reativa geralmente resulta de uma sobrecarga aguda no tendão devido à tensão ou compressão, onde o sistema imunológico desempenha um papel fundamental nos processos de regeneração tecidual. Por outro lado, a tendinopatia degenerativa é marcada pela progressão da desorganização da matriz extracelular e do colágeno, levando à perda da capacidade de suportar estresse tensional e evoluindo para se tornar mecanicamente inútil, além de produzir substâncias relacionadas à dor e causar hipersensibilidade nervosa.

 

O Processo Inflamatório na Tendinopatia

 

O processo inflamatório em uma tendinopatia é desencadeado principalmente por sobrecarga mecânica repetitiva e lesão hipóxica, juntamente com fatores de estresse intracelular. Essas condições levam ao aumento dos marcadores inflamatórios e à produção de moléculas inflamatórias, como citocinas pró-inflamatórias e fatores de crescimento. Durante a fase aguda da resposta inflamatória, há um desequilíbrio entre os fatores pró-inflamatórios e fatores protetores, resultando em dor devido à liberação de substâncias como prostaglandinas (PGE2 e PGE3). Além disso, ocorre a expressão aumentada de metaloproteinases da matriz (MMPs), que promovem a degradação da matriz extracelular (ECM) e podem levar a respostas degenerativas e ao aumento do risco de ruptura do tendão.

 

Além do mais, o processo inflamatório também envolve a liberação de fatores de crescimento, como o fator de crescimento endotelial vascular (VEGF), que promove a neoangiogênese e facilita o acesso dos mediadores inflamatórios ao local da lesão. Esses fatores, juntamente com citocinas como IL-1β e TNF-α, estimulam a expressão de MMPs e suprimem a expressão de inibidores de MMPs, levando à degradação da ECM. A IL-6 desempenha um papel central na resposta inflamatória aguda, iniciando processos anti-inflamatórios e de reparo, mas também pode induzir uma resposta inflamatória exacerbada em casos de lesão significativa. No geral, o desequilíbrio entre os fatores pró e anti-inflamatórios, juntamente com a atividade aumentada de MMPs, contribui para a progressão da tendinopatia e seus sintomas associados.

 

Tratamento das Tendinopatias

 

A abordagem terapêutica fundamental para tendinopatias envolve o uso de produtos farmacológicos e técnicas físicas e manuais. A nutrição, especialmente através de suplementos, está ganhando reconhecimento como uma ferramenta eficaz para prevenir e tratar essas condições devido aos seus efeitos metabólicos positivos e à ausência relativa de efeitos colaterais. Vitaminas C e D são particularmente importantes para a reparação dos tendões, com a vitamina C atuando na síntese de colágeno e a vitamina D melhorando a organização da cartilagem e fortalecendo cicatrizes de tendão.

 

Além das vitaminas, aminoácidos como leucina e glicina desempenham um papel crucial na síntese de proteínas e colágeno, fundamentais para a estabilidade das fibras tendíneas. A suplementação com esses nutrientes tem demonstrado aumentar a capacidade de síntese de colágeno e melhorar a estrutura do tecido tendíneo, contribuindo para a recuperação e fortalecimento dos tendões.

 

Prática Clínica

 

Para o tratamento de tendinopatias, é essencial adotar uma abordagem multifacetada que inclua tanto tratamentos farmacológicos quanto técnicas físicas e manuais. O médico deve recomendar exercícios excêntricos para fortalecer os tendões e reduzir a fragilidade, além de considerar o uso de suplementos nutricionais, como vitaminas C e D, para apoiar a síntese de colágeno e promover a recuperação tecidual.

 

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Referências Bibliográficas

 

CÓRDOVA, Alfredo; DROBNIC, Franchek; NORIEGA-GONZÁLEZ, David; CABALLERO-GARCÍA, Alberto; ROCHE, Enrique; ALVAREZ-MON, Melchor. Is Curcumine Useful in the Treatment and Prevention of the Tendinopathy and Myotendinous Junction Injury? A Scoping Review. Nutrients, [S.L.], v. 15, n. 2, p. 384, 12 jan. 2023. MDPI AG.

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