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Nutrição em Doenças Autoimunes: Estratégias para Fortalecer o Corpo e Aliviar Sintomas

As doenças autoimunes, complexas e multifatoriais, impactam negativamente a saúde, tornando essencial o papel da nutrição na gestão e tratamento dos sintomas. Uma alimentação adequada pode fortalecer o sistema imunológico, reduzir a inflamação e aprimorar a saúde intestinal, proporcionando alívio e melhor qualidade de vida.


Como a nutrição pode atuar no tratamento?


Abordagem Anti-inflamatória na Dieta


Adotar uma dieta anti-inflamatória é muito importante para pacientes com doenças autoimunes, contribuindo para atenuar a resposta imunológica exacerbada. A inclusão de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas, verduras, nozes, sementes e azeite de oliva extra virgem, é fundamental para combater a inflamação e promover a recuperação.


Nutrientes Essenciais para o Sistema Imunológico


Deficiências nutricionais são comuns devido a problemas de absorção intestinal em pacientes com doenças autoimunes. Aumentar a ingestão de vitaminas A, C, D e E, bem como minerais como zinco e selênio, pode beneficiar a regulação do sistema imunológico e a saúde geral do paciente.


Priorização de Gorduras Saudáveis


Gorduras saudáveis, como os ácidos graxos ômega-3 presentes em peixes gordurosos, sementes de linhaça e chia, são reconhecidas por suas propriedades anti-inflamatórias. Reduzir o consumo de gorduras saturadas e trans é igualmente importante para evitar inflamações indesejadas.


Cuidados com a Saúde Intestinal


O intestino trabalha na regulação do sistema imunológico, tornando essencial a saúde intestinal para pacientes com doenças autoimunes. A incorporação de probióticos e alimentos fermentados na dieta pode aprimorar a microbiota intestinal, fortalecer a barreira intestinal e reduzir a permeabilidade intestinal (intestino permeável).


Gerenciamento do Estresse


O estresse crônico pode agravar os sintomas das doenças autoimunes e comprometer o sistema imunológico. Práticas como meditação, ioga, exercícios físicos e hobbies relaxantes são cruciais para reduzir a inflamação e promover uma sensação geral de bem-estar.


Nutrição e doenças autoimunes raras


As doenças autoimunes raras representam um desafio significativo para a comunidade médica, dada sua origem não genética e a complexidade dos distúrbios que levam o sistema imunológico a atacar o próprio organismo. A falta de clareza sobre as causas dessas condições torna o diagnóstico um processo muitas vezes demorado, exigindo várias análises sanguíneas para identificar a presença de uma doença autoimune específica.


Dentre as várias formas dessas doenças, como o Diabetes Mellitus Tipo 1, Lúpus Eritematoso Sistêmico, Artrite Reumatoide, Tireoidite de Hashimoto, Vasculite e Esclerose Múltipla, o tratamento frequentemente envolve o uso de fármacos para suprimir a atividade do sistema imunológico. Contudo, para melhorar a qualidade de vida dos pacientes, terapias de apoio e nutrição são fundamentais.


No caso do Diabetes Mellitus Tipo 1, que resulta na destruição das células beta pancreáticas e deficiência de insulina, a abordagem terapêutica vai além da insulinoterapia. A orientação alimentar desempenha um papel fundamental, com a recomendação de um plano alimentar fracionado em 5 a 6 refeições diárias. Priorizar uma única fonte de carboidrato por refeição, dar preferência aos integrais, escolher laticínios desnatados, consumir frutas com casca e optar por carnes brancas são aspectos cruciais nesse contexto.


Além disso, a Esclerose Múltipla, uma condição em crescimento, demanda uma atenção especial dos profissionais de saúde, especialmente no que diz respeito ao estado nutricional dos pacientes. Uma dieta balanceada, rica em nutrientes, e a inclusão de alimentos anti-inflamatórios são recomendadas. A suplementação vitamínica, especialmente de vitamina D, pode ser considerada, e a gestão do estado nutricional deve ser monitorada, especialmente em casos de comprometimento da deglutição.


Prática Clínica


Ambas as condições exigem uma abordagem multidisciplinar, envolvendo não apenas nutricionistas, mas também outros profissionais de saúde, como endocrinologistas, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos. Essa colaboração é essencial para garantir um tratamento eficaz, promovendo não apenas a sobrevivência, mas a qualidade de vida desses indivíduos.


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Referências Bibliográficas


POGGIOLI, R.; HIRANI, K.; JOGANI, V.G.; RICORDI, C.. Modulation of inflammation and immunity by omega-3 fatty acids: a possible role for prevention and to halt disease progression in autoimmune, viral, and age-related disorders. European Review For Medical And Pharmacological Sciences, [S.L.], v. 27, n. 15, p. 7380-7400, ago. 2023. Verduci Editore s.r.l..



KRAUSE, Maurício; VITO, Giuseppe de. Type 1 and Type 2 Diabetes Mellitus: commonalities, differences and the importance of exercise and nutrition. Nutrients, [S.L.], v. 15, n. 19, p. 4279, 7 out. 2023. MDPI AG.

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