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Nutrição para Atletas de Crossfit

O desempenho e a recuperação de atividades esportivas são aprimorados por estratégias nutricionais bem escolhidas. Nesse contexto, organizações como Academy of Nutrition and Dietetics, Dietitians of Canada e American College of Sports Medicine fornecem diretrizes para o tipo, quantidade e tempo apropriados de ingestão de alimentos, líquidos e suplementos, a fim de promover a saúde e o desempenho ideais em diferentes cenários de treinamento e esportes competitivos.  Portanto, essas técnicas podem ser aplicadas em atletas de CrossFit visando melhora da performance esportiva.


Visto que o CrossFit é um esporte de força que exige eficiente atividade cardiovascular e respostas fisiológicas homogêneas, há exigências de protocolos especiais e individualizadas para cada atleta.. No entanto, por ser uma modalidade esportiva “recente”, principalmente no Brasil, é preciso analisar os casos isoladamente e ter os pilares da prescrição para crossfit bem esclarecidos.



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Recomendações Dietéticas no CrossFit


O desequilíbrio e a incorreta proporção de oferta de nutrientes provocam prejuízos na performance do atleta. Tais prejuízos podem incluir alterações metabólicas, endócrinas, fisiológicas e resistência a hormônios Estes são eventos comuns quando não se prescreve a quantidade energética adequada, portanto, é preciso equilibrar a ingestão com o gasto calórico. Dessa forma, recomenda-se:


  • 45 kcal/kg MLG/d: usado para atletas que realizam longos períodos e apresentam estabilidade no treino, visto que garante equilíbrio energético, manutenção da saúde e funções corporais ótimas. 

  • 30-45 kcal/kg MLG/d: usado por períodos curtos quando tem-se por objetivo reduzir a % de gordura.

  • <30 kcal/kg MLG/d: oferta de energia para o atleta fica comprometida, por isso, não deve ser utilizada.


Periodização no CrossFit


A partir da consolidação do planejamento de curto, médio e longo prazo, o treino entra como uma espécie de orientador do nutricionista. Portanto, quando é necessário descanso, induzir reserva de nitrogênio, aumento ou diminuição da carga energética, bem como periodização. Dessa forma, o atleta deve ter adequada periodização de carboidrato nas trocas de treino, momentos de competição ou pausa (em casos de atletas amadores).


Prática Clínica


O nutricionista, nesse momento, deve aliar-se à ciência e prescrever somente suplementações que apresentem embasamento científico consolidado. Dentre estas, inclui-se a suplementos como creatina, para estimular síntese proteica e hipertrofia, ou a beta-alanina, que atua como tamponante e antioxidantes quando se está preparando o atleta para competição (devido ao estresse oxidativo provocado pelo exercício de alta intensidade). Além disso, pode-se utilizar da suplementação para estimular vias do corpo humano que beneficiem a fisiologia do exercício físico como, por exemplo, suplementação de cafeína para fadiga periférica.


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Referências Bibliográficas


Thomas DT, Erdman KA, Burke LM. American College of Sports Medicine Joint Position Statement. Nutrition and Athletic Performance. Med Sci Sports Exerc. 2016 Mar;48(3):543-68. doi: 10.1249/MSS.0000000000000852. Erratum in: Med Sci Sports Exerc. 2017 Jan;49(1):222. PMID: 26891166.

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