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Nutrientes e Padrões Alimentares na Osteoporose

A osteoporose é uma doença crônica comum caracterizada por uma diminuição na densidade mineral óssea, resistência óssea prejudicada e um risco aumentado de fraturas por fragilidade. As fraturas por fragilidade estão associadas a significativa morbidade, mortalidade e incapacidade e são um importante problema de saúde pública em todo o mundo. A influência de fatores nutricionais no desenvolvimento e progressão desta doença pode ser significativa. 

Essa condição afeta milhões de pessoas em todo o mundo e é mais comum em mulheres pós-menopáusicas e idosos. Além da genética e idade, a nutrição e o padrão alimentar têm sido apontados como fatores importantes na prevenção e tratamento da osteoporose.

Por isso, estudos avaliam a relação entre a dieta e a saúde óssea em mulheres pós-menopáusicas e idosos, com o objetivo de identificar nutrientes e padrões alimentares que possam ser benéficos ou prejudiciais para a saúde óssea.



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Cálcio na Saúde Óssea

O cálcio é um mineral essencial para a formação e manutenção da estrutura óssea. A ingestão inadequada de cálcio pode levar à perda de massa óssea e aumentar o risco de osteoporose. Uma ingestão de cálcio acima de 800 mg/dia pode estar associada a um menor risco de fraturas. Alimentos ricos em cálcio incluem leite e derivados, como queijo e iogurte, brócolis, sardinha e tofu.

Vitamina D na Saúde Óssea

A vitamina D é importante para a absorção e utilização do cálcio pelo organismo. A exposição solar é a principal fonte de vitamina D, mas também pode ser obtida por meio da alimentação. A suplementação de vitamina D pode ser benéfica para a saúde óssea em idosos com deficiência de vitamina D. Alimentos ricos em vitamina D incluem peixes gordos, como salmão, sardinha e gema de ovo. No entanto, a melhor forma de obtenção desta vitamina é pela exposição solar. 

Proteínas na Saúde Óssea

As proteínas são importantes para a formação e manutenção da massa muscular e óssea. A ingestão adequada de proteínas pode ser benéfica para a saúde óssea em idosos, pois previne a perda de massa muscular. No entanto, é importante escolher fontes de proteína saudáveis, como peixes, frango, ovos e legumes, em vez de carnes processadas e ricas em gordura.

Magnésio na Saúde Óssea

O magnésio é um mineral essencial para a formação óssea e a regulação do metabolismo do cálcio. Estudos sugerem que a ingestão adequada de magnésio pode estar associada a uma maior densidade mineral óssea em mulheres pós-menopáusicas. Alimentos ricos em magnésio incluem amêndoas, abacate, espinafre e feijão.

Vitamina K na Saúde Óssea

A vitamina K é importante para a formação de proteínas que ajudam na mineralização óssea. A ingestão adequada de vitamina K pode estar associada a uma maior densidade mineral óssea e menor risco de fraturas em mulheres pós-menopáusicas. Alimentos ricos em vitamina K incluem verduras de folhas verdes escuras, como couve, espinafre e brócolis.

Padrão Alimentar Mediterrâneo

O padrão alimentar mediterrâneo é caracterizado por uma alta ingestão de frutas, legumes, nozes, cereais integrais, peixes e azeite de oliva, e baixa ingestão de carnes vermelhas e produtos lácteos ricos em gordura. A adoção do padrão alimentar mediterrâneo pode estar associada a uma maior densidade mineral óssea e menor risco de fraturas em mulheres pós-menopáusicas. Além disso, o  padrão alimentar mediterrâneo reduz o risco de desenvolvimento de doenças metabólicas, comuns com o avanço da idade.

Padrão Alimentar Asiático

As populações asiáticas têm padrões alimentares nos quais a ingestão de soja e peixe é alta em comparação com as populações ocidentais. Eles têm uma incidência significativamente menor de fraturas osteoporóticas. De fato, várias meta-análises demonstraram que a suplementação de isoflavonas de soja com ácidos graxos ômega-3 melhorou o estado de saúde óssea em mulheres. Evidências de estudos epidemiológicos apóiam a ideia de que a ingestão dietética de isoflavonas de soja atenua a perda óssea induzida pela menopausa, melhorando a formação óssea e diminuindo a reabsorção óssea. Outro estudo em uma coorte de mulheres japonesas na pós-menopausa descobriu que o consumo de natto (soja fermentada) estava positivamente associado à densidade mineral óssea da coluna lombar, e sua ingestão poderia ser recomendada para prevenir a perda óssea pós-menopausa

Padrão Alimentar Ocidental

O padrão alimentar ocidental é caracterizado por uma alta ingestão de alimentos processados, açúcar, carnes vermelhas e gorduras saturadas, e baixa ingestão de frutas, legumes e cereais integrais. A adoção do padrão alimentar ocidental pode estar associada a uma maior perda de massa óssea em idosos. Os riscos das dietas ocidentais devem ser reforçados, pois estão associados a menor densidade mineral óseea e maior risco de fraturas. Além disso, uma alta ingestão de gordura, derivada principalmente de carboidratos refinados e produtos gordurosos, pode interferir diretamente na absorção intestinal de cálcio e também aumentar o acúmulo de gordura e a obesidade, o que leva a uma diminuição na diferenciação osteoblástica e na formação óssea. A ingestão de sódio induz maior calciúria, que se presume aumentar a perda óssea e a remodelação óssea. Uma ingestão excessiva de fósforo inorgânico, presente em aditivos alimentares processados, induz uma interrupção da relação cálcio-fósforo, afetando a regulação endócrina da homeostase do cálcio. 

A osteoporose é uma condição séria que pode ter um impacto significativo na qualidade de vida dos pacientes. A nutrição e o padrão alimentar desempenham um papel importante na prevenção e tratamento da osteoporose. O estudo destacou a importância de nutrientes como cálcio, vitamina D, proteínas, magnésio e vitamina K, bem como padrões alimentares como o mediterrâneo e o prudente para a saúde óssea. Por outro lado, padrões alimentares como o ocidental e o tradicional chinês podem ser prejudiciais para a saúde óssea. É importante adotar uma dieta equilibrada, rica em nutrientes importantes para a saúde óssea, e evitar alimentos processados e ricos em gordura. Consulte um nutricionista para obter orientações personalizadas e adequadas às suas necessidades individuais.

Prática Clínica 

Para os profissionais de saúde que trabalham com pacientes com osteoporose, é importante enfatizar a importância da nutrição e do padrão alimentar na prevenção e tratamento da doença. Na prática clínica, é importante realizar uma avaliação nutricional detalhada, incluindo a ingestão de cálcio, vitamina D, proteínas, magnésio e vitamina K, bem como verificar o padrão alimentar do paciente. É importante fornecer orientações personalizadas para cada paciente, com base em suas necessidades nutricionais individuais e na presença de outras condições de saúde. 

Referências Bibliográficas

Assista o vídeo na Science Play com Guilherme Renke: Metabolismo ósseo

Artigo: Osteoporose – Muñoz-Garach A, García-Fontana B, Muñoz-Torres M. Nutrients and Dietary Patterns Related to Osteoporosis. Nutrients. 2020; 12(7):1986. https://doi.org/10.3390/nu12071986

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