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O que é constipação e como tratar? 

A constipação é uma condição comum e persistente que afeta muitos pacientes em todo o mundo, com uma estimativa global de prevalência de 14% da população. Além de movimentos intestinais pouco frequentes, a definição inclui , esforço excessivo, sensação de evacuação incompleta, tentativas prolongadas de defecar, uso de manobras para evacuar, inchaço abdominal e consistência dura das fezes. 



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Tipos de constipação 

A constipação é classificada em dois tipos: constipação primária e secundária. A constipação primária é devida à regulação desordenada do sistema neuromuscular dentro do cólon e anorretal, bem como interrupção em suas vias ascendentes e descendentes correspondentes no eixo cérebro-intestino. Com a ajuda de critérios baseados em sintomas e testes diagnósticos, a constipação primária pode ser classificada em distúrbio funcional da defecação, caracterizado por trânsito lento e síndrome do intestino irritável com predominância de constipação. 

Já a secundária, pode resultar de uma infinidade de fatores, como distúrbios metabólicos (hipercalcemia, hipotireoidismo), medicamentos (por exemplo, opiáceos, bloqueadores de canais de cálcio, antipsicóticos), distúrbios neurológicos (parkinson, lesões, diabetes mellitus) e doenças primárias do cólon (estenose, câncer, fissura, proctite).

O que é constipação, dieta e estilo de vida

Abordagem terapêutica inicial para constipação crônica primária, independentemente da etiologia, consiste em mudanças na dieta e no estilo de vida, como encorajar a prática de exercícios regulares, ingestão de líquidos e fibras. A fibra é um carboidrato complexo e mal digerido que atua aumentando o volume das fezes, extraindo líquido em resíduos de fezes no cólon como um laxante.

Além disso,  sofre fermentação parcial produzindo ácidos graxos de cadeia curta, hidrogênio, metano e dióxido de carbono. A fibra acelera ainda mais o trânsito colônico, aumenta a biomassa e induz alterações no pH colônico e no microbioma intestinal, que podem, por sua vez, afetar a permeabilidade da membrana e inflamação. 

A fibra pode ser caracterizada com base na solubilidade e fermentabilidade. Inchaço, distensão abdominal, flatulência e cólicas limitam o uso de fibras insolúveis. No entanto, uma revisão sistêmica encontrou evidência com uma recomendação em apoio à suplementação de fibras na constipação crônica. Particularmente, suplementos de fibras mistas com componentes insolúveis. 

Prática clínica 

A abordagem terapêutica inicial, independentemente da etiologia, consiste em mudanças na dieta e no estilo de vida. Diante disso, faz-se fundamental uma ingestão adequada de líquidos e fibras. Bem como o incentivo a prática de atividades físicas regulares. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Priscila Antunes: Medicina Ayurveda e uso de ervas para o intestino

Artigo: Constipação –  Sharma A, Rao S. Constipation: Pathophysiology and Current Therapeutic Approaches. Handb Exp Pharmacol. 2017;239:59-74. doi:10.1007/164_2016_111

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