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Osteoporose e osteopenia: qual a relação com a microbiota?


A osteopenia e a osteoporose são doenças ósseas onde há uma diminuição da massa e densidade óssea. A osteopenia é uma redução dessa densidade mineral óssea, mas não tão grave quanto a osteoporose, além da osteoporose apresentar alterações na microarquitetura e aumentar o risco de fratura.


Alguns fatores de risco para o desenvolvimento dessas duas doenças são histórico familiar, deficiência de vitamina D, dieta insuficiente em cálcio e proteína, consumo excessivo de bebidas feitas a base de cola, sedentarismo, imobilização, hiperparatireoidismo e a menopausa, principal causa em mulheres.


A menopausa é a cessação da menstruação, onde há a redução de estrogênio, responsável por inibir a atividade de osteoclastos, que vai ter essa atividade comprometida, levando a uma maior reabsorção óssea, havendo uma perda óssea. Além dessa redução de estrogênio estar associada com a redução na absorção de cálcio e maior excreção pela urina, favorecendo a perda óssea e aumentando o risco de fraturas.


A microbiota se relaciona com essas doenças através dos mecanismos de comunicação do eixo intestino-osso, com a integridade da barreira intestinal, produtos do metabolismo da microbiota, sistema imunológico e endócrino. A microbiota regula a síntese de estrogênio e outros hormônios sexuais que influenciam a saúde óssea, além disso a microbiota quando apresenta uma composição negativa pode aumentar a produção de citocinas pró-inflamatórias, que irão aumentar a ação de osteoclastos, favorecendo ainda mais a perda óssea, já que a diminuição do estrogênio também aumenta a produção de citocinas inflamatórias ao ativas as células T.


Estudos mostram que indivíduos com osteopenia e osteoporose apresentaram alterações na microbiota intestinal ao ser comparado com indivíduos saudáveis. A deficiência de estrogênio compromete a integridade da barreira intestinal, favorecendo a uma disbiose, segundo alguns estudos.


O tratamento dessas duas doenças é através do uso de medicamentos, prática de atividade física e a suplementação de micronutrientes se necessária. Uma alimentação adequada, saudável e variada também pode fazer parte do tratamento, principalmente pensando em uma alimentação que favoreça e ajude em uma composição de uma microbiota intestinal saudável, além disso, o uso de prebióticos e probióticos pode ser benéfico em alguns casos.


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Referências bibliográficas

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