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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Papel da Colina nas Doenças Neurodegenerativas

As  doenças neurodegenerativas são agora as condições mais frequentemente diagnosticadas em neurologia infantil/práticas clínicas pediátricas. Existem muitas explicações possíveis para isso, como a melhora da triagem diagnóstica. Entretanto, outros fatores, como as condições metabólicas maternas e os desequilíbrios dietéticos e no estilo de vida. Sendo assim, cada vez mais, o papel da nutrição durante a gestação e o neurodesenvolvimento estão sendo associados ao TDAH, TEA, cognição alterada e déficits visuais e motores. Por isso, vamos falar do papel da colina na saúde neural.



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Fonte e Função da Colina no Corpo Humano

Os principais grupos de alimentos relatados como contribuintes para a ingestão de colina são leite, ovo e seus produtos derivados, bem como carne, grãos e peixe. 

A colina é reconhecida como tendo três papéis fisiológicos distintos: (1) a síntese do neurotransmissor acetilcolina, (2) atuando como principal doador de metil e (3) preservando a integridade estrutural e a sinalização das membranas celulares. 

Entretanto, existe agora um corpo crescente de ciência demonstrando que a colina é importante para o desenvolvimento neurológico e função cerebral. Sendo que sua ação é diferente dependendo da fase da vida e da doença neurodegenerativa. 

Importância da Colina no Neurodesenvolvimento

A falha em fornecer colina durante os primeiros 1.000 dias após a concepção pode resultar em deficiências ao longo da vida na função cerebral, apesar da subsequente reposição de nutrientes.

Isso porque os baixos níveis estão relacionados com alterações da substância branca no cérebro, bem como mielinização prejudicada, níveis alterados de metabólitos cerebrais e mecanismos compensatórios potenciais.

Além disso, também foram correlacionados com capacidade de linguagem, velocidade de processamento e a memória diminuídas, o que está relacionado com o diagnóstico de doenças neurodegenerativas como, TDAH e TEA.

Concluiu-se que as mulheres que não ingerem colina pela alimentação podem se beneficiar de suplementos pré-natais contendo colina. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar aconselha uma ingestão de 480 mg/dia de colina para mulheres grávidas e 520 mg/dia de colina para lactantes. 

Prática Clínica 

Em conjunto, a colina desempenha um papel central no desenvolvimento, crescimento e funcionamento do cérebro. Um crescente corpo de evidências indica que esta pode ter papéis subjacentes na etiologia do TEA, TDAH e possivelmente outras doenças neurodegenerativas. 

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Daniela Seixas: Exercícios Físicos e Prevenção do Déficit Cognitivo

Artigo: Derbyshire E, Maes M. The Role of Choline in Neurodevelopmental Disorders—A Narrative Review Focusing on ASC, ADHD and Dyslexia. Nutrients. 2023; 15(13):2876. https://doi.org/10.3390/nu15132876

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