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Papel da Nutrição Materno-Infantil no Autismo

A situação atual do mundo apresenta desafios significativos relacionados à saúde, com um aumento alarmante nos casos de diabetes gestacional e infertilidade em casais. Essa tendência preocupante não pode ser atribuída apenas à genética, visto que a epigenética também desempenha um papel crucial nesse cenário. Além disso, estudos realizados em todo o mundo indicam um aumento expressivo nos casos de autismo, especialmente entre crianças e adolescentes.

A realidade das famílias com crianças diagnosticadas com autismo é muitas vezes marcada por desafios significativos. As mães frequentemente precisam abandonar suas carreiras para cuidar de seus filhos, enquanto os pais podem estar ausentes devido a essas circunstâncias. 



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Sintomas do Autismo

As crianças autistas podem apresentar uma série de sintomas, como seletividade alimentar, distúrbios do sono, birras, falta de comunicação verbal, problemas gastrointestinais, alergias e desafios comportamentais, tornando-se dependentes de cuidados intensivos.

Etiologia do Autismo

Acredita-se que o espectro autista comece a se desenvolver no útero da mãe, influenciado por diversos fatores, incluindo exposição a estresse oxidativo, inflamação, idade materna avançada, diabetes gestacional, deficiências nutricionais, disfunção mitocondrial, desequilíbrios na microbiota intestinal, ativação do sistema imunológico, crescimento intrauterino restrito e exposição à poluição, entre outros.

É importante notar que a “lei da praticidade”, que governa muitos aspectos da vida moderna, tem contribuído para problemas de saúde generalizados, com a ingestão inadvertida de substâncias prejudiciais, como plástico, afetando a população global. Isso pode resultar em alterações epigenéticas, que, por sua vez, afetam a metilação do DNA do esperma, aumentando o risco de transtornos do espectro autista nas gerações futuras.

Microbiota Intestinal e Autismo

A relação entre a microbiota intestinal e o autismo também é destacada, com alterações significativas nos microrganismos intestinais em indivíduos autistas. Essas mudanças incluem a diminuição de certas bactérias benéficas, como Lactobacillus reuteri, e o aumento de outras, como Alistipes putredinis. Essas alterações podem estar relacionadas a metabolismo de lipídeos, carboidratos, nucleotídeos e aminoácidos.

Prática Clínica

Dessa forma, o nutricionista desempenha um papel fundamental na gestação e na infância. As evidências atuais mostram que a ingestão adequada de ômega-3 durante esses períodos pode fornecer alguma proteção contra o autismo. Além disso, a regulação adequada da ingestão de ômega-6 é crucial para evitar desequilíbrios que favoreçam a inflamação, afetando o sistema nervoso central e potencialmente contribuindo para o desenvolvimento da doença.

Ainda, a suplementação desempenha um papel relevante no manejo do autismo, com vitaminas, minerais, ácidos graxos, antioxidantes, aminoácidos e pré e probióticos sendo considerados em várias abordagens terapêuticas. Essa suplementação visa abordar deficiências nutricionais e promover um melhor equilíbrio metabólico e imunológico.

Matéria elaborada pela colunista Ana Beatriz Barbosa Lopes, com base na palestra da nutricionista Andreia Friques.

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