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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Por que o Aleitamento Materno é importante?

O aleitamento materno é essencial para a saúde e desenvolvimento do bebê e da mãe, indo além da simples oferta de nutrientes. O leite materno, considerado um alimento vivo e dinâmico pela Sociedade Brasileira de Pediatria, contém substâncias com atividades protetoras e imunomoduladoras. Além de proteger contra infecções e alergias, estimula o desenvolvimento do sistema imunológico, a maturação dos sistemas digestório e neurológico, e fortalece o vínculo emocional entre mãe e filho, nutrindo também o psiquismo de ambos.


Os benefícios do aleitamento materno vão além da saúde do bebê. Estudos destacam vantagens para as mulheres, como a prevenção do câncer de mama e uma maior facilidade em perder peso após a gestação. O período de amamentação contribui não apenas para a saúde materno-infantil, mas também para o desenvolvimento físico e psicológico da criança.


Benefícios do Aleitamento Materno para a Mãe e Bebê


Estudos indicam que crianças amamentadas têm melhor desenvolvimento cognitivo, especialmente quando comparadas àquelas com baixo peso ao nascer. Além disso, o risco de desidratação e morte por diarreia é três vezes menor em bebês amamentados.


O aleitamento também reduz o número de infecções respiratórias, e o leite materno ajuda a diminuir a gravidade desses episódios. O contato visual durante a amamentação fortalece os laços afetivos entre mãe e bebê, promovendo sentimentos de segurança e proteção na criança, e autoconfiança na mãe. Ademais, estudos demostram que o risco de câncer de mama diminui 4,3% a cada 12 meses de amamentação.


Importância do Aleitamento nos Primeiros Anos


Os primeiros dois anos de vida são cruciais para o crescimento e desenvolvimento infantil. A prática da amamentação é vital, fornecendo o alimento ideal nessa fase crítica. Além de nutrir o corpo, estimula movimentos essenciais para o desenvolvimento facial, reduzindo problemas respiratórios, de mastigação, fala, alinhamento dentário e deglutição.


Apesar dos benefícios evidentes, o aleitamento enfrentou desafios históricos, desde o declínio no século XIX até as décadas seguintes, influenciado por crenças, a presença feminina no mercado de trabalho e marketing de alimentos industrializados. A comercialização de fórmulas infantis contribuiu para a ideia de inadequação do leite materno.


Avanços e Compromissos: Aleitamento no Brasil


No Brasil, esforços significativos foram feitos desde os anos 1970 para promover o aleitamento. Programas institucionais, políticas públicas de saúde e a criação do SUS em 1988 foram marcos importantes. A Constituição garantiu direitos como licença-maternidade e permanência de mães com bebês em unidades prisionais.


Estratégias de promoção do aleitamento abrangem desde a Atenção Primária à Saúde até a Hospitalar, refletindo o compromisso com a saúde materno-infantil. Tais ações não apenas previnem a desnutrição infantil, mas também integram a agenda programática do II Programa Nacional de Alimentação e Nutrição, reconhecendo a importância da amamentação para a saúde global.


Prática Clínica


Nutricionistas desempenham um papel crucial na orientação das mães durante esse período. Recomenda-se enfatizar a importância da qualidade e quantidade de gorduras na dieta materna, destacando que escolhas alimentares podem influenciar a composição do leite materno, impactando diretamente o desenvolvimento do sistema imunológico e neurológico do bebê.


Além disso, os profissionais de nutrição devem fornecer orientações sobre o consumo adequado de ácidos graxos ômega-3, encontrados em peixes e algas marinhas, pois estudos indicam que esses ácidos graxos podem ter efeitos protetores contra a endometriose. Incentivar uma dieta equilibrada, rica em nutrientes essenciais, e monitorar a ingestão de gorduras saturadas são estratégias valiosas para apoiar a saúde materno-infantil durante o período de amamentação.


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Referências Bibliográficas


FULGINITI, Helena Simões Dutra de Oliveira. Nutrição materno-infantil.  Porto Alegre: SAGAH, 2016.


Nutrologia, 2018. SBP. Guia prático de aleitamento materno. São Paulo: SBP, 2020.

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