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Probioticoterapia na Nutrição em Gastroenterologia

Em sua palestra na Sala Nutrição Brasil, o nutricionista Murilo Pereira trouxe o tema “Suplementação na nutrição em gastroenterologia” 

A probioticoterapia é uma abordagem terapêutica que utiliza probióticos para melhorar a saúde gastrointestinal e tratar ou prevenir distúrbios gastrointestinais. Esses probióticos são geralmente compostos por bactérias e, em alguns casos, leveduras que, quando consumidos em quantidades adequadas, podem proporcionar benefícios à saúde.

Recentemente, foram apresentados estudos sobre a bactéria H. Pylori, que coloniza o revestimento do estômago humano e está associada a diversos problemas gastrointestinais, como gastrite, úlceras pépticas e até mesmo um risco aumentado de câncer gástrico. A prescrição de probióticos pode ser uma estratégia eficaz para erradicar essa bactéria, como, por exemplo, o uso de um blend contendo aproximadamente 8 cepas, conhecido como IBS care.



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Suplementação para Probioticoterapia

A suplementação nutricional desempenha um papel importante na gastroenterologia, ajudando pacientes com distúrbios gastrointestinais a atender às suas necessidades nutricionais. Isso é particularmente necessário quando há dificuldades na ingestão de alimentos, má absorção de nutrientes ou quando se busca melhorar a saúde do trato gastrointestinal.

É importante também abordar questões relacionadas à sensibilidade à histamina, que pode causar sintomas como distensão abdominal, diarreia, dor abdominal, constipação, náuseas, vômitos e enxaqueca. Nesses casos, uma dieta low FODMAPs, que reduz temporariamente a ingestão de carboidratos fermentáveis, pode ser recomendada para aliviar os sintomas.

Por que Probioticoterapia?

Os benefícios imunológicos dos probióticos incluem a ativação de macrófagos locais para aumentar a apresentação de antígenos aos linfócitos B e a produção de imunoglobulina A secretora, além da modulação dos perfis de citocinas e da indução de tolerância a antígenos alimentares. 

Além disso, os probióticos exercem benefícios não imunológicos, como a competição por nutrientes com patógenos, a alteração do pH local para criar um ambiente desfavorável para patógenos, a produção de bacteriocinas para inibir patógenos, entre outros mecanismos de ação.

Prática Clínica

Portanto, os profissionais de saúde devem analisar o paciente com doenças gastrointestinais crônicas, como doença de Crohn, colite ulcerativa ou síndrome do intestino irritável, de maneira individualizada. Frequentemente eles enfrentam dificuldades na absorção adequada de nutrientes devido à inflamação, diarreia crônica ou má absorção. 

Nestes casos, a suplementação de vitaminas (como a vitamina B12) e minerais (como ferro e cálcio) pode ser necessária, juntamente com suplementos de proteínas, fibras solúveis, probióticos, ômega-3 e enzimas digestivas.

No caso de inflamação hepática gordurosa não alcoólica (EHNA), relacionada ao consumo excessivo de gordura na dieta, obesidade e resistência à insulina, a suplementação de ômega-3 em cápsulas, quatro vezes ao dia com as refeições, pode ser indicada para combater os sintomas.

Matéria elaborada pela colunista Sofia Marcocci Oliveira, com base na palestra do nutricionista Murilo Pereira.

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