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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Quais efeitos fisiológicos da melatonina?

A melatonina é um composto sintetizado e secretado principalmente pela glândula pineal durante a noite, em condições normais de luz e escuridão. O ritmo de secreção endógena é gerado pelos núcleos supraquiasmáticos e está sincronizado com o ciclo de luz e escuridão. A luz é capaz de suprimir ou sincronizar a produção desse hormônio de acordo com o horário de luz. Sendo que o ritmo nictemeral deste pode ser avaliado por meio de medições repetidas de melatonina plasmática, salivar ou de sulfatoximelatonina urinária, o principal metabólito hepático.



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Efeitos Fisiológicos da Melatonina

A função fisiológica primária da melatonina, cuja secreção se ajusta à duração da noite, é transmitir informações sobre o ciclo diário de luz e escuridão para as estruturas do corpo. Essas informações são utilizadas para a organização de funções que respondem às mudanças no fotoperíodo, como os ritmos sazonais. No entanto, a ritmicidade sazonal das funções fisiológicas em humanos relacionadas a possíveis alterações na sua mensagem ainda possui evidências limitadas em áreas temperadas e em condições de campo.

Além disso, sua secreção diária consiste em um sinal bioquímico muito robusto da noite, sendo ser usada para a organização dos ritmos circadianos. Embora as funções desse hormônio em humanos se baseiem principalmente em correlações entre observações clínicas e secreção de melatonina, existem algumas evidências da sua capacidade de estabilizar e fortalecer o acoplamento dos ritmos circadianos, especialmente da temperatura central e dos ritmos sono-vigília. Contudo, outras funções fisiológicas também depende do sinal de melatonina, como o sistema imunológico, as defesas antioxidantes, a hemostasia e a regulação da glicose.

Desdobramentos da Manipulação de Melatonina

A diferença entre seus efeitos fisiológicos e farmacológicos ainda não está clara, mas é baseada na consideração da dose e não da duração da mensagem hormonal. Com isso, admite-se que uma dose “fisiológica” proporcione níveis plasmáticos de melatonina da mesma ordem de grandeza de um pico noturno. Porém, como sistema regulador da secreção é complexo, seguindo vias centrais e autônomas, existem muitas situações fisiopatológicas em que essa secreção hormonal pode ser perturbada. E a alteração resultante pode induzir aumento a predisposição de algumas doenças, bem como agravamento dos sintomas ou modificação do curso e resultado do distúrbio. Como os receptores de melatonina têm uma ampla distribuição no corpo, as indicações terapêuticas potenciais desse composto são múltiplas. Avanços significativos nessa área podem ser alcançados por meio do desenvolvimento de ensaios multicêntricos em uma grande série de pacientes, a fim de estabelecer a eficácia da melatonina e a ausência de toxicidade a longo prazo.

Prática Clínica 

O uso clínico da melatonina envolve a administração de doses adequadas para alcançar os níveis fisiológicos no organismo. A pesquisa contínua e estudos clínicos são essenciais para aprofundar nosso conhecimento sobre os efeitos fisiológicos da melatonina e expandir suas possíveis aplicações terapêuticas.

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Carolina Meireles: O papel da vitamina D e melatonina 

Claustrat B, Leston J. Melatonin: Physiological effects in humans. Neurochirurgie. 2015;61(2-3):77-84. doi:10.1016/j.neuchi.2015.03.002

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