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Quais os impactos da deficiência de vitamina B12?

A deficiência de vitamina B12 é uma condição comum que pode apresentar características clínicas inespecíficas e em casos graves desencadeia anormalidades neurológicas ou hematológicas. Embora classicamente causada por anemia perniciosa, esta condição agora é responsável por uma minoria de casos e a deficiência de B12 ocorre com mais frequência devido à cobalamina má absorvida. Uma vez que a falta de diagnóstico pode resultar em complicações potencialmente graves, incluindo degeneração da medula espinhal, a deficiência de vitamina B12 deve ser diagnosticada precocemente e tratada adequadamente.



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Metabolismo da vitamina B12

A vitamina B12 é obtida de fontes alimentares, como carne, ovos e laticínios. Os indivíduos consomem cerca de 2,4 µg de vitamina B12 por dia, dos quais apenas se absorve 50-60%. Após a absorção, grandes quantidades de vitamina B12 ficam no fígado. Consequentemente, qualquer redução na ingestão de B12 pode levar de 5 a 10 anos para se manifestar clinicamente. Uma pequena proporção da absorção (1-5%) de vitamina B12 livre ocorre no intestino por difusão passiva em um, independente de um fator intrínseco. Dessa forma, justifica-se o uso de  injeções intramusculares em vez de formulações orais para a deficiência.

Manifestações clínicas da deficiência de B12

As manifestações clínicas da deficiência de vitamina B12 podem ser hematológicas, em que o ocorre volume corpuscular médio elevado, baixa hemoglobina, neutropenia, trombocitopenia e pancitopenia. Assim também como neurológicas, caracterizadas pela neuropatia periférica subaguda combinada com a degeneração da medula e autonômica, por exemplo incontinência intestinal/urinária e disfunção erétil. E neuropsiquiátricas como doença de Alzheimer, depressão, mania, delírio e psicose. 

Prática clínica 

Atualmente, independentemente da causa subjacente, os pacientes tratam-se com cobalamina intramuscular. Para aqueles sem envolvimento neurológico, o habitual é de 1 mg em dias alternados por duas semanas, seguido de injeções trimestrais de 1 mg. Portanto, deve-se administrar este regime por toda a vida se devido a doenças como anemia perniciosa. Nos casos em que há características neurológicas, administra-se a mesma dose até observar uma melhora sintomática, seguido por injeções a cada dois meses. Por fim, realiza-se investigações gastroenterológicas se houver suspeita de má absorção, câncer gástrico ou doença celíaca. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Rodrigo Manda: Metabolismo da Vitamina B12

Artigo: Deficiência de B12 – Shipton MJ, Thachil J. Vitamin B12 deficiency – A 21st century perspective . Clin Med (Lond). 2015;15(2):145-150. doi:10.7861/clinmedicine.15-2-145

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