top of page

Quais são os métodos de avaliação da composição corporal?

O corpo humano é composto principalmente por quatro componentes, água, gordura, proteínas e minerais. No entanto, com o decorrer dos anos, a gordura se tornou um foco para diversos estudos, pelo fato de que quantidades excessivas de gordura estão relacionadas ao aumento da morbidade e mortalidade. 

Hoje em dia, a forma mais utilizada para a classificação de um indivíduo é em relação ao IMC (Índice de Massa Corporal), por ser simples e a base de definição da OMS para eutrofia e obesidade. Porém, o IMC não mostra a distribuição real de gordura corporal, ou seja, por se basear apenas no  peso, pode não demonstrar um resultado realista para certos indivíduos, como por exemplo fisiculturistas. Assim, existem outras medidas antropométricas que se correlacionam mais assertivamente com o risco metabólico.



Table of ContentsToggle

Métodos para Avaliação da Composição Corporal

Um dos métodos utilizados para definir a composição corporal é o ultrassom, o qual mede a espessura da camada de um tecido a partir de um aparelho portátil. Apesar de ser um método não invasivo, seu custo é mais elevado para o profissional. Ainda, ele exige um treinamento do avaliador para que a medição e a interpretação dos dados coletados seja assertiva.

Outro método também utilizado é através da bioimpedância (BIA), a qual utiliza as propriedades elétricas do corpo para estimar o total de água no corpo e, a partir disso, a quantidade de gordura corporal. Apesar das medições de BIA serem, certas vezes, coerentes com o total de gordura abdominal, elas não devem ser utilizadas para o tecido adiposo visceral. 

Outro ponto a ser considerado é que existem diversos fatores os quais podem gerar erros no cálculo. Dentre os principais encontram-se o comprimento do membro, atividade física recente, estado nutricional, temperatura, hidratação dos tecidos, ovulação e colocação do eletrodo.

O próximo método de avaliação da composição corporal é a ressonância magnética (RM), a qual utiliza propriedades magnéticas de alguns elementos (água e gordura) para produzir imagens de tecidos maleáveis no corpo. Existem diversos parâmetros para a quantificação de tecido adiposo e massa magra regionais, mas vários fatores também podem interferir no sinal da RM, tornando-a, portanto, não tão assertiva.

Por fim, existe também outro método que, diferentemente dos anteriores, apresenta um custo mais baixo e é pouco invasivo. Ele é baseado nas dobras cutâneas e outros dados da avaliação antropométrica (circunferências), onde o nutricionista consegue avaliar a adiposidade e a quantidade de massa livre de gordura.

No entanto, ela também apresenta alguns fatores que interferem no resultado final obtido. Como exemplo, pode-se citar  a calibração do adipômetro, a sistematização do avaliador, a padronização dos locais a serem avaliados. Dessa forma, nota-se que é essencial o treinamento adequado para o uso deste método.

Prática Clínica

Portanto, para o nutricionista escolher um método de avaliação da composição corporal ele deve pensar em alguns requisitos. O primeiro é o custo dos equipamentos, sendo que o ultrassom, a BIA e a RM são métodos mais elevados em comparação com a medição de dobras cutâneas.

Além disso, também depende que o profissional se qualifique e treine, independente do método escolhido, a fim de garantir resultados mais corretos e próximos da realidade para o seu paciente. Assim, torna-se fundamental que o profissional trabalhe com aquilo que se sinta mais confortável e tenha maiores experiências.

Referências Bibliográficas

BORGA, Magnus; WEST, Janne; BELL, Jimmy D; HARVEY, Nicholas C; ROMU, Thobias; HEYMSFIELD, Steven B; LEINHARD, Olof Dahlqvist. Advanced Body Composition Assessment: from body mass index to body composition profiling. Journal Of Investigative Medicine, [S.L.], v. 66, n. 5, p. 1-9, jun. 2018. SAGE Publications. http://dx.doi.org/10.1136/jim-2018-000722. 

Classifique esse post

59 visualizações

Comments


bottom of page