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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Qual a relação da alta ingestão de sal e a pressão arterial?

A alta ingestão de sal está associada à hipertensão, que é um importante fator de risco modificável para doenças cardiovasculares e doença renal crônica. As diretrizes internacionais recomendam uma grande redução no consumo de sódio para reduzir a pressão arterial, danos aos órgãos e mortalidade. Porém, se você quer descobrir a relação entre a alta ingestão de sal e a pressão arterial, não deixe de ler este texto até o final.



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Efeitos da ingestão de sal na pressão arterial

Em resposta a uma alta ingestão de sal, os indivíduos saudáveis geralmente são resistentes à hipertensão induzida por sal, porque rapidamente excretam sal e retêm uma quantidade tão pequena que seu volume sanguíneo não aumenta e, assim, a pressão arterial não se eleva.

No entanto, a eliminação prejudicada de sódio durante uma alta ingestão de sal expande diretamente o volume do líquido extracelular, o que promove aumento da pressão arterial. Além disso, na população em geral, variantes genéticas associadas a diminuição da atividade do transportador de sódio nos túbulos renais contribui para a resistência contra a hipertensão, promovendo aumentos na excreção de sal e uma diminuição do balanço salino externo. 

Um estudo observacional implicou uma alta ingestão de sódio no desenvolvimento de hipertensão. Além disso, estudos de intervenção mostraram que uma baixa ingestão de sal foi associada a uma diminuição da pressão arterial. Esses estudos de intervenção sugeriram a ausência de uma reação anti-hipertensiva significativa, mesmo quando a ingestão de sal foi reduzida para pelo menos 6,5 g/dia.

Um dos melhores estudos científicos sobre sal e a pressão arterial

Um estudo relatou que uma ingestão de sal inferior a 5,6 g/dia era necessária para manter uma pressão arterial normal após a interrupção dos medicamentos anti-hipertensivos. Com base nesses achados, as diretrizes dos países ocidentais recomendam uma ingestão de sal de 6,0g/dia ou menos, enquanto as diretrizes da OMS (geral) em 2012 recomendam uma ingestão de sal de 5g/dia ou menos. 

Um estudo investigou os efeitos do de sódio na pressão arterial entre três grupos de pacientes: aqueles com hipertensão leve ou grave e normotensos. Não foram observadas alterações significativas na pressão arterial ou na aldosterona em indivíduos normotensos. Por outro lado, foram detectadas reduções na pressão arterial e nas concentrações de aldosterona em pacientes com hipertensão leve e grave, que foram atribuídos à redução da atividade da renina plasmática em pacientes com hipertensão do que em normotensos. 

A atividade da renina plasmática é sensível a mudanças de volume e afeta a pressão arterial. Portanto, a pressão arterial em indivíduos normotensos recebendo uma dieta com baixo teor de sódio pode ser mantida devido à secreção de aldosterona. Pacientes com hipertensão essencial recebendo uma dieta com baixo teor de sódio foram incapazes de manter a pressão arterial devido à secreção suprimida de aldosterona porque tinham menor atividade da renina plasmática. Além disso, pacientes com hipertensão excretam menos sódio na urina do que indivíduos normotensos, e essa redução foi associada com a gravidade da hipertensão. 

Prática clínica 

A alta ingestão de sal está associada à hipertensão, que é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares e doença renal crônica. O exame de NGAL pode ser um biomarcador útil para detectar lesão tubular renal causada por uma alta ingestão de sal em um estágio inicial antes da progressão da doença renal crônica. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Leonardo Matta: Exercício físico e controle do fluxo sanguíneo

Artigo: Alta ingestão de sal – Hosohata K. Biomarkers of high salt intake. Adv Clin Chem. 2021;104:71-106. doi:10.1016/bs.acc.2020.09.002 

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