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Qual o impacto dos microplásticos nos alimentos?

A poluição por resíduos plásticos é um dos maiores problemas do mundo hoje. A quantidade de plástico no ambiente continua a aumentar e a exposição humana ao microplástico tornou-se uma realidade. O termo microplástico é usado principalmente para definir material sintético com alto teor de polímero que pode ter uma faixa de tamanho de 0,1 a 5000 μm. Este contaminante é onipresente no meio ambiente, no ar que respiramos e nos alimentos que ingerimos.



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A ingestão de alimentos contaminados

Acredita-se que a via mais comum de exposição aos microplásticos seja através do trato gastrointestinal. Sua ingestão ocorre de forma involuntariamente. Estima-se que as pessoas em todo o mundo possam consumir 0,1–5 g dessas partículas por semana. Após a exposição oral, substâncias perigosas (por exemplo, hidrocarboneto aromático policíclico – PAH e bifenil policlorado – PCB) podem aparecer no trato gastrointestinal. Algumas são excretadas do corpo humano pelas fezes. O poli(tereftalato de etileno) foi o mais frequentemente identificado nestas amostras. Os exames fecais confirmaram que a concentração de microplásticos nas fezes infantis era 10 vezes maior do que nas amostras de adultos. Particularmente preocupante é a informação de que o microplástico também foi detectado em amostras de mecônio. Como foi descoberto em fezes humanas, acredita-se que possa afetar diretamente a microbiota, consequentemente afetando a saúde. 

Alimentos com microplásticos

Os microplásticos constituem uma ameaça potencial à saúde humana devido à sua presença generalizada nos alimentos que comemos. As partículas de plástico mais comuns encontradas nos alimentos são de cor azul e em forma de fibra. Fontes de microplásticos para humanos podem ser bebidas e alimentos como água, chá, cerveja, vinho, bebidas energéticas, refrigerantes, sal , açúcar, mel, produtos de origem animal, incluindo peixes, marisco, leite , carne de aves e plantas , incluindo frutas e vegetais . 

Impactos na saúde 

O microplástico pode causar toxicidade aguda e crônica. Os efeitos tóxicos incluem: toxicidade reprodutiva e locomotora, neurotoxicidade, imunotoxicidade, genotoxicidade e citotoxicidade. Além disso, o aumento na defesa antioxidante após a exposição indica que há indução ao estresse oxidativo. Entretanto, os efeitos na saúde dependem de sua localização no corpo: os microplásticos encontravam-se na pele, no cabelo, na saliva e em amostras fecais. 

Prática clínica 

O microplástico é um contaminante onipresente encontrado no ar, na água e no solo. Nesse contexto, acredita-se que a via mais comum de exposição seja através do trato gastrointestinal. Portanto, ele representa uma ameaça significativa para a saúde humana devido à sua ocorrência generalizada em alimentos. Isso ocorre, pois pode acumular-se no corpo, induzir inflamação e ter efeitos adversos nos sistemas imunológico, endócrino, reprodutor e digestivo. Dessa forma, sua exposição associa-se a um risco de estresse oxidativo, alterações na divisão e viabilidade celular, danos ao DNA, respostas imunes, distúrbios metabólicos, disbiose intestinal, aumento do risco de câncer, doenças respiratórias e neurodegenerativas. Além disso, supõe-se que as partículas de plástico podem ser uma das causas do transtorno do espectro autista. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Ana Beatriz Baptistella: Vias de detoxificação

Artigo: Microplásticos – Kadac-Czapska K, Knez E, Grembecka M. Food and human safety: the impact of microplastics [published online ahead of print, 2022 Oct 17]. Crit Rev Food Sci Nutr. 2022;1-20. doi:10.1080/10408398.2022.2132212

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