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Qual o protocolo de tratamento da deficiência de vitamina D?

A prevalência de deficiência de vitamina D é alta, e a maioria dos pacientes requer suplementação vitamínica, uma vez que não costumam suprir suas necessidades diárias por meio da síntese na pele e dieta. 



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Causas da deficiência de vitamina D 

A principal causa desse déficit é a falta de exposição solar. Entretanto, a baixa ingestão de vitamina D também pode contribuir para esse déficit, embora não seja determinante já que 90% vem da síntese da pele. Publicações recentes consideram que estas causas apenas explicariam um quarto da variabilidade individual nas concentrações de vitamina D e o restante seria atribuível a fatores genéticos. Pacientes obesos estão predispostos a deficiência, uma vez que há sequestro de vitamina D na gordura corporal. Diante disso, diminui a biodisponibilidade, bem como a hidroxilação hepática e devido ao estado inflamatório associado à obesidade central ou visceral. 

Tratamento da deficiência 

Se a concentração for insuficiente, entre 20-29 ng/ml, há autores que consideram que pode ser suficiente administrar uma dose de 800-1.000 UI diariamente. No entanto, em idosos (> 70 anos) doses mais altas, próximas à 2.000 UI/dia são necessárias.

Se as concentrações de vitamina D estiverem na faixa de deficiência, entre 10 e 19 ng/ml, administra-se 16.000 UI semanalmente. Caso apresentem valores séricos < 20 ng/mL, a dose deve ser repetida por 10 semanas ou mais. Então, como dose de manutenção, 16.000 UI a cada 2-4 semanas. Se as concentrações de vitamina D estiverem abaixo de 10 ng/ml considera-se uma situação de grave deficiência. Uma vez que, pode haver osteomalacia quando as concentrações são <10-12 ng/ml, então é necessário um tratamento mais agressivo, já que o risco de quedas e fraturas é mais pronunciado. Geralmente é eficaz a administração de uma dose de choque de 25-OH-D3 de 180.000 UI seguido por mais 16.000 UI semanais, embora devamos avaliar as concentrações um mês após a administração e agir dependendo dos valores séricos alcançados.

Existem situações especiais que requerem um regime de tratamento diferente. Em pacientes obesos, com síndrome de má absorção ou que usam drogas que aumentam o catabolismo da vitamina D pode-se administrar 2 a 3 vezes mais vitamina D, 6.000-10.000 UI/dia, seguido de 3.000 a 6.000 UI/dia de manutenção. Por fim, se for decidido administrar a vitamina D semanalmente, é necessário dar 16.000 UI de 25-OH-D3 por 8-12 semanas, caso não forem atingidas as concentrações acima de 30 ng/ml. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Fábio dos Santos: Vitamina D muito além de uma vitamina

Artigo: Deficiência de vitamina D – Aguilar del Rey FJ. Protocolo de tratamiento de la deficiencia de vitamina D [Protocol of treatment of vitamin D deficiency]. Med Clin (Barc). 2014;142(3):125-131. doi:10.1016/j.medcli.2013.06.012

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