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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Realimentação em atletas de fisiculturismo

Os juízes baseiam as competições de fisiculturismo na estética do atleta, avaliando a musculatura, forma e simetria. Além disso, essas competições caracterizam-se por uma fase de preparação rigorosa com o objetivo de atingir uma porcentagem de gordura corporal. Nos homens, varia entre 4% e 6%, e nas mulheres, entre 10% e 13%, mantendo volume e desenvolvimento muscular. Assim, o atleta de fisiculturismo realiza uma fase de preparação para a competição, restringindo gradualmente a ingestão de energia e manipulando proteínas e carboidratos.



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Preparação no fisiculturismo

Nesse contexto, o ideal é um planejamento de 12 a 30 semanas para a fase de preparação. Desse modo, as recomendações detalham a implementação de uma restrição energética que resulta em perda de massa corporal total de 0,5% a 1% por semana. Além disso, prioriza-se a ingestão de proteínas de 2,3 a 3,1 g/kg, mantendo a ingestão de gordura entre 15% e 30% das calorias. Por fim, o restante das calorias totais deve ser preenchido com carboidratos. Essa recomendação assegura que durante as sessões de treinamento, a perda de massa muscular seja minimizada, e o atleta de fisiculturismo consiga manter um bom rendimento. Isso ocorre porque quanto mais rápida for a perda de peso, maior o risco de catabolismo muscular. Os atletas que passaram por uma fase de preparação mais longa e com alta ingestão protéica apresentaram aumentos na massa muscular mesmo com déficit energético.

À medida que a disponibilidade de energia diminui e a gordura corporal diminui, ocorrem adaptações metabólicas para restaurar a massa corporal basal. Essas adaptações metabólicas envolvem alterações hormonais, particularmente testosterona, estrogênio, hormônios tireoidianos (T3 e T4), grelina, insulina e cortisol, juntamente com uma redução da TMR. Assim, elas resultam em “platôs” de perda de peso, exigindo mais restrições energéticas ou aumento do gasto por exercícios para continuar o déficit energético. No entanto, a consequência de déficits extremos é a baixa disponibilidade energética, onde o corpo não consegue manter a função fisiológica ideal. 

Após a competição de fisiculturismo

Imediatamente após a competição, as respostas de recompensa aos alimentos são comuns, criando um alto potencial para excesso de gordura ou peso, onde um atleta aumenta rapidamente a massa corporal pós-competição. No entanto, mudanças rápidas na composição corporal pós-competição podem afetar os competidores não apenas fisiologicamente, mas também psicologicamente, devido a aumentos indesejados na massa gorda.

Sendo assim, intervenções dietéticas adequadas e recomendações para orientar a recuperação pós-competição são essenciais para apoiar a saúde física e psicológica do atleta, visto que no período pós competição há um alto potencial para excesso de gordura ou peso, onde um atleta aumenta rapidamente a massa corporal. Sendo assim, é necessário uma introdução gradual e controlada da ingestão calórica para minimizar o ganho de gordura, gerando um aumento de até 1% da gordura por semana.

Prática clínica

O atleta de fisiculturismo necessita de uma dieta bem estruturada e planejada tanto no período pré competição quanto no período pós competição. As recomendações para o período pré-competição são alta ingestão proteica (2,3-3,1g/kg) e controle de perda de gordura de até 1% por semana para evitar catabolismo muscular. No período pós competição é necessário uma reintrodução gradual de calorias para minimizar o ganho de gordura corporal.

Referências

CHICA-LATORRE, Sara; BUECHEL, Claire; PUMPA, Kate; ETXEBARRIA, Naroa; MINEHAN, Michelle. After the spotlight: are evidence-based recommendations for refeeding post-contest energy restriction available for physique athletes? a scoping review. Journal Of The International Society Of Sports Nutrition, [S.L.], v. 19, n. 1, p. 505-528, 8 ago. 2022.

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