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Retocolite Ulcerativa: O que é?

A retocolite ulcerativa é uma das principais formas de doença inflamatória intestinal (DII), apresentando caráter inflamatório. Nesse caso, a ação inflamatória se restringe à superfície da mucosa, começando pelo reto e se estendendo de forma contínua por todo o cólon. 

Apesar de suas causas serem desconhecidas, sabe-se que fatores genéticos, ambientais e o microbioma estão relacionados com a retocolite ulcerativa. A resposta imune desregulada interligada à flora intestinal é um dos fatores que agravam a retocolite ulcerativa.



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Epidemiologia da Retocolite Ulcerativa

Atualmente, a incidência para a doença é maior em países mais industrializados, sugerindo que fatores ambientais são fundamentais para o desencadeamento da doença. Ainda, seu pico de incidência ocorre entre indivíduos com 15 a 30 anos, sem preferência em relação ao sexo.

No entanto, sabe-se que, além dos fatores ambientais, a genética também influencia em grande parte para o aparecimento da doença. Assim, um histórico familiar de DII é um fator de risco importante para os indivíduos. Por fim, episódios de infecções gastrointestinais prévias também aumentam o risco para o desencadeamento da retocolite ulcerativa.

Patologia da Retocolite Ulcerativa

A barreira epitelial é a primeira defesa imunológica da mucosa, pois serve como barreira física entre as células imunes e os micróbios luminais, além de produzir peptídeos antimicrobianos. Ao sofrer danos, a barreira permite maior captação de antígenos luminais, a partir do aumento da permeabilidade. Além disso, a retocolite também é um resultado da falta de equilíbrio entre a microbiota intestinal.

Somado a isso, as células TCD8 e natural killer apresentam uma resposta imunológica atípica, produzindo interleucinas 5 e 13. Assim, a IL-13 exerce função citotóxica contra as próprias células do epitélio, induzindo à apoptose e à alteração da composição proteica da barreira.

Para que toda a extensão esteja inflamada, ainda ocorre a liberação excessiva de citocinas pró-inflamatórias, as quais expressam moléculas de adesão no endotélio vascular. Com isso, ocorre uma maior adesão dos leucócitos e, consequentemente, o extravasamento no tecido, estendendo a inflamação.

Tratamento Medicamentoso para Retocolite Ulcerativa

Os pilares do tratamento para retocolite ulcerativa consiste em corticosteróides, mesalazina, fármacos imunossupressores e anticorpos monoclonais para TNF-α. Cada medicamento deve ser indicado dependendo da principal causa para a aparição da doença. 

Portanto, é essencial que o médico avalie a otimização da dose, o quadro da doença (leve, moderado ou grave) e a extensão da inflamação. Apesar dos fármacos serem a base para o tratamento da retocolite ulcerativa, cerca de 20 a 30% dos casos necessitam de cirurgia.

Prática Clínica

Em relação à alimentação para um paciente com retocolite ulcerativa, é importante indicar uma dieta com base na dieta mediterrânea. A prescrição assertiva de água, vegetais e legumes cozidos é essencial para repor os fluidos perdidos pelos sintomas da doença e aumentar a absorção de vitaminas e minerais. Ainda, deve-se restringir certos alimentos que intensificam os desfechos da doença, como álcool, açúcar, ultraprocessados e processados, cafeína e carnes vermelhas.

Referências Bibliográficas

ORDÁS, Ingrid; ECKMANN, Lars; TALAMINI, Mark; BAUMGART, Daniel C; SANDBORN, William J. Ulcerative colitis. The Lancet, [S.L.], v. 380, n. 9853, p. 1606-1619, nov. 2012. Elsevier BV.

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