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Síndrome Metabólica e Psoríase

Na sua palestra no WorkShop de Nutrição Clínica, a médica Tatiana Gabbi dissertou sobre o tema “Síndrome Metabólica e Psoríase”.

A situação de saúde no Brasil é preocupante, com 7 milhões de brasileiros vítimas de doenças cardiovasculares. Surpreendentemente, 90% dessas doenças poderiam ser evitadas por meio de mudanças no estilo de vida, incluindo a prática regular de exercícios físicos e uma dieta equilibrada. 

Quando se trata de síndrome metabólica, é fundamental considerar o envelhecimento, já que o estilo de vida desempenha um papel fundamental em permitir que os indivíduos ultrapassem os 65 anos. A ausência desse estilo de vida saudável pode resultar em obesidade, que, por sua vez, desencadeia a produção de citocinas inflamatórias, contribuindo para a inflamação e trombose.



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Síndrome Metabólica vs. Psoríase

Um estilo de vida desequilibrado pode levar à síndrome metabólica, caracterizada por uma série de condições. Dentre as principais, encontram-se a obesidade, hipertensão, dislipidemia com formação de placas de ateroma, diabetes tipo 2, resistência à insulina, esteatose hepática não alcoólica, estado pró-trombótico e pró-inflamatório, aumento da atividade de citocinas inflamatórias, doença cardiovascular aterosclerótica, hiperuricemia, gota, doença renal crônica e apneia obstrutiva do sono. 

Por outro lado, a psoríase é uma doença multissistêmica crônica, não contagiosa e inflamatória, que afeta principalmente a pele e as articulações. Surpreendentemente, a psoríase está interligada com as doenças cardiovasculares, uma retroalimentando a outra. Ela se manifesta como hiperproliferação de queratinócitos, levando ao aumento da camada da epiderme, resultando em placas vermelhas e um aumento na vascularização, com queratinócitos imaturos na pele.

Tipos de Psoríase

Existem diferentes tipos de psoríase, como a psoríase vulgar, que apresenta placas vermelhas que descamam, frequentemente encontradas em cotovelos e joelhos. A psoríase pustulosa é caracterizada por inflamação com neutrófilos, afetando uma grande parte da pele. 

Ainda, a psoríase também pode causar problemas nas unhas, dactilite, entesite, espondilite axial, psoríase nos pulsos e artrite periférica. Além disso, doenças comuns na síndrome metabólica podem se manifestar na psoríase, e fatores ambientais, como radiação, dieta, poluição do ar e da água, medicamentos, drogas, estresse, comportamento e estilo de vida, tabagismo, consumo de álcool e infecções, também desempenham um papel.

Prática Clínica

Em resumo, a psoríase e a síndrome metabólica estão intrinsecamente ligadas, com pacientes de psoríase tendo um ambiente propício para o desenvolvimento da síndrome metabólica. 

Dessa forma, a perda de peso, a redução da gordura visceral, a correção de deficiências nutricionais, como vitamina D, ferro e B12, o controle da resistência à insulina e a adoção de uma dieta anti-inflamatória personalizada são fundamentais para melhorar a psoríase. 

Além disso, o exercício físico, o sono de qualidade e a gestão do estresse são componentes críticos para o tratamento. Portanto, o nutricionista pode prescrever dietas como a mediterrânea, plant-based e cetogênica sendo consideradas para melhorar a condição. Suplementos como ômega-3, vitamina D, cúrcuma, resveratrol e berberina também podem ser úteis. 

Matéria elaborada pela colunista Luiza Diniz, com base na palestra da médica Tatiana Gabbi.

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