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  • Foto do escritorKcal da Science Play

SASP: Como a nutrição pode auxiliar?

O fenótipo secretor associado à senescência vem sendo tema de discussão nos últimos anos devido estudos mostrarem seu avanço concomitante a pandemia a COVID19, este envelhecimento é relacionado à senescência, a qual é definida como um estado celular de perda gradual da capacidade proliferativa, podendo causar – e ser causada por – condições como disfunção mitocondrial, disfunção de autofagia, hiperglicemia, espécies reativas de oxigênio ou perda de NAD+. Estratégias ANTI-SASP vale para todos, podemos aplicar desde o nascimento até o envelhecimento final. O maior problema é o descontrole do SASP que gera um dano mitocondrial, alterando síntese proteica.

Entre as principais características da célula senescente estão o aumento do tamanho de organelas, redução da capacidade proliferativa e encurtamento dos telômeros e perda de proteostase, o que leva à perda da homeostase de diversas funções celulares. Alguns fatores que envolvem o aumento da produção de SASP estão relacionados aos hábitos do indivíduo, como sedentarismo, desequilíbrio nutricional, exposição à poluição e à radiação, os quais são conhecidos como “Macro Gero-Expossoma”. Existem também os fatores relacionados à genética como a sensibilidade genômica, alterações ribossomais, alterações epigenéticas, exaustão de células tronco, modificações nas vias da mTOR, as quais são conhecidas como “Micro Gero-Expossoma”.

O controle mitocondrial é a base fundamental para o controle do SASP, de tal forma que a disfunção mitocondrial promove o envelhecimento e não o envelhecimento que promove a disfunção mitocondrial. Desta forma, a estratégia inicial para a modulação do SASP é a prevenção e manutenção das mitocôndrias.

O NAD+ tem recebido atenção crescente na pesquisa sobre o envelhecimento, devido ao seu papel na regulação do metabolismo celular e em processos de sinalização celular, como a ativação de enzimas chamadas sirtuínas, que estão envolvidas na regulação do estresse oxidativo e da inflamação. Estudos mostraram que a redução dos níveis de NAD+ está associada ao envelhecimento, e para reverter e/ou minimizar os danos, é fundamental trabalhar o SASP (ciclo circadiano, nad+, antioxidantes, gatilhos inflamatórios, biogênese mitocondrial. PGC 1ª, SIRT).



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Suplementação como Estratégia para SASP

Para a efetividade da estratégia de preservação da saúde mitocondrial pode ser empregado o uso de suplementos. A coenzima Q10 aparentemente se destaca, se ressalvando alguns polimorfismos, mas podem ser empregados também: 

  1. CoQ10 (Ubiquinona): 100-600mg

  2.  Ubiquinol: 10-20%-NQO1

  3.  PQQ: 5-50mg

  4.  Creatina: 3-7g (0,1g/LBM)

  5.  Ac R-Alpha Lipoico: 100-400mg

  6.  Acetil L-Carnitina: 500mg

  7.  Berberina: 200-1000mg

  8.  Oli-Olá: 300mg

  9.  Resveravine: 5-30mg

  10.  Atividade Física

Estratégias senolíticas também devem ser implementadas. As células senescentes possuem características histológicas que, pro contexto de modulação do SASP, não são interessantes. Dentre as estratégias senolíticas, o estilo de vida parece desempenhar o papel principal. Assim, um estilo de vida ativo, com prática de exercícios físicos de forma regular, se mostra indispensável. Alguns suplementos também podem ser empregados para estes fins, como a creatina e o ômega 3. Cumpre salientar alguns polimorfismos que fazem do ômega 3 uma suplementação, para estes fins, irrelevante.

SASP vs. Uso da Quercetina

Dimorphandra mollis Extrato seco 95%

  1. Anti-inflamatórias, anti carcinogênico, auxílio do sistema imunológico, atividade antiviral, redução do efeito da formação de cataratas nos diabéticos, hepatoproteção e gastroproteção;

  2. Inibição da peroxidação lipídica (proteção do endotélio e do SNC);

  3. Tratamentos de problemas circulatórios e capilares;

  4.  Tratamento de vias respiratórias e alergias;

  5. Atividade Antioxidante: redução da oxidação da LDL por macrófagos;

  6. Redução da morte de tecido cardíaco;

  7. Vitamina C – efeito redutor da oxidação da Quercetina;

  8.  Diminuição da oxidação da vitamina E;

  9. Vasodilatadores, efeitos antitrombóticos (por uma ligação seletiva na parede plaquetária)

  10. Alimentos com altas concentrações: maçãs, cebolas, chá e vinho tinto.

SASP vs. Uso das Sirtuínas

As sirtuínas são um grupo de enzimas dependentes de NAD+ que desempenham papéis importantes na regulação do metabolismo, estresse oxidativo e resposta ao estresse celular. Estudos sugerem que a ativação das sirtuínas, especialmente a sirtuína 1 (SIRT1), pode ter efeitos benéficos na modulação do SASP e no retardamento do envelhecimento. As sirtuínas estão envolvidas na regulação da acetilação de proteínas, incluindo histonas, fatores de transcrição e proteínas envolvidas na resposta inflamatória. Ao modular a atividade das sirtuínas, é possível influenciar a expressão de genes envolvidos no SASP e controlar a resposta inflamatória associada à senescência celular.

SASP vs. Uso da Cafeína 

A cafeína consumida com frequência é reportada por estudos como sendo promotora de desfechos negativos para o metabolismo de células do tecido cerebral, sendo, nesse contexto, contraindicado. 

SASP vs. Uso de Ácidos Graxos de Cadeia Curta

A saúde intestinal é mais uma das preocupações dos profissionais  para o controle do SASP.  Os ácidos graxos de cadeia curta, acetato, butirato e propionato, desempenham papéis importantes para a fisiologia na senescência, e são produtos do metabolismo microbiótico a partir do consumo de fibras alimentares.

Estude mais!

Sugestão de Leitura: Senescência e SASP: O que são?

Assista ao vídeo na plataforma Science Play: SASP: o novo desafio do século XXI?

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