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Suplementação de Hesperidina: Qual a eficácia?

A hesperidina é um flavonoide, encontrado especificamente em frutas cítricas. Atingindo altas concentrações em frutas cítricas, como as laranjas doces.

Recentemente, a hesperidina foi teorizada como um eficaz tratamento terapêutico, devido às suas propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, inibição da acumulação de gordura, melhoria na homeostase da glicose e sensibilidade à insulina.



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Hesperidina e Performance

No que tange a performance, os efeitos da hesperidina relatados foram, um aumento do ATP intracelular, melhora na capacidade mitocondrial, uma maior capacidade antioxidante e uma menor peroxidação lipídica.

Contudo, a maioria dos estudos com um efeito significativo foram feitos com animais. Em humanos, as evidências são fracas, sendo necessário mais estudos.

Interpretando a Literatura

Visando compreender melhor os efeitos da hesperidina no esporte, o ensaio clinico randomizado intitulado “Chronic Supplementation of 2S-Hesperidin Improves Acid-Base Status and Decreases Lactate at FatMax, at Ventilatory Threshold 1 and 2 and after an Incremental Test in Amateur Cyclists”, pegou 40 ciclistas amadores do sexo masculino dividindo os mesmos em dois grupos (placebo e hesperidina), com objetivo de avaliar os efeitos de 8 semanas de suplementação de hesperidina na melhoria de marcadores do estado acido-base  e na diminuição do lactato. O artigo avaliou os efeitos da hesperidina tanto em exercícios de alta intensidade, quanto de baixa/moderada intensidade.

Além disso, a dose usada foi de 500 mg de uma cápsula hesperidina e a substância placebo foi uma cápsula de microcelulose com 500 mg. Sendo possível observar que o a suplementação crônica de hesperidina conseguiu diminuir o lactato sanguíneo e melhorar o equilíbrio ácido – base (devido ao aumento de bicarbonato e do pH), tanto nos exercícios de alta, baixa e moderada intensidade. Diferente do placebo que não teve efeitos significativos.

Prática Clínica

Alguns mecanismos teorizados para essa melhora no desempenho, foram um aumento da oxidação de gordura, poupando o glicogênio para as fases de maior intensidade no ciclismo; maior biodisponibilidade de óxido nítrico, acarretando maior aporte de oxigênio para os músculos ativos; maior fluxo sanguíneo, permitindo maior ressíntese de fosfocreatina e menor acúmulo de metabólitos que poderiam ocasionar em acidose; além de uma maior oxidação de lactato em energia.

Porém, como dito anteriormente, as evidências em relação à hesperidina são muito escassas visando performance. Com isso, são necessários mais estudos para elucidação dos efeitos da hesperidina no esporte.

Referências Bibliográficas

Artigo: MARTÍNEZ-NOGUERA, Francisco Javier; ALCARAZ, Pedro E.; CARLOS-VIVAS, Jorge; MARÍN-PAGÁN, Cristian. Chronic Supplementation of 2S-Hesperidin Improves Acid-Base Status and Decreases Lactate at FatMax, at Ventilatory Threshold 1 and 2 and after an Incremental Test in Amateur Cyclists. Biology, [S.L.], v. 11, n. 5, p. 736, 11 maio 2022. Http://dx.doi.org/10.3390/biology11050736.

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