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Testes Genéticos: interprete e intervenha de uma nova forma

Qual é a história que o seu DNA conta ?

Nós somos portadores de uma memória profunda, presente em nosso próprio DNA. Carregando conosco as histórias, experiências e características dos nossos ancestrais. Cada uma das nossas células é um elo com o passado, um tesouro de informações transmitidas através das gerações.

Neste contexto, a epigenética é a ciência que estuda a aplicabilidade de estratégias além da genética, levando em consideração suas influências. Dessa forma, a genética não é um destino absoluto, mas pode revelar muito sobre o caminho que temos pela frente. Sendo importante ressaltar que alterações genéticas e epigenéticas são possíveis.

Genoma é o padrão igual de todas as informações genéticas de todas as células. E o epigenoma é diferente de célula para célula, já que se trata da expressão de certas informações genéticas. 

Alguns dos fatores capazes de ocasionar alterações genéticas e epigenéticas são ambientais, dietéticos e de estilo de vida. De modo geral, os fatores  ambientais acarretam alterações genéticas, enquanto os fatores dietéticos e de estilo de vida proporcionam alterações epigenéticas. Ambos culminam em uma expressão gênica alterada.

Noutro giro, existem formas de se avaliar geneticamente os indivíduos, através de exames que avaliam genoma, sendo uma impossibilidade, até o momento, de se avaliar o epigenoma. Tais testes podem ser dos tipos nutrigenéticos, farmacogenéticos, específicos de especialidades, detecção de mutações/doenças raras, rastreamento oncológico, ancestralidade e rastreamento completo.

Os objetivos de fazer testes genéticos como os nutrigenéticos, de saúde e ancestralidade são sobretudo avaliar a predisposição de risco, personalização da estratégia nutricional e melhor entender o funcionamento do corpo daquele indivíduo. 

Para interpretar um exame/teste genético é necessário primeiramente  entender todo o contexto, camadas e subcamadas, pessoal em questão.



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Os Testes Genéticos devem ser/ter :

  1. Aquele que vai saber interpretar;

  2. Quantidade de genes nem sempre significa que é o melhor teste;

  3. Laudo claro, com informações completas sobre o Gene e sequência de referência;

  4. Genes relevantes para as estratégias na prática clínica;

  5. Custo x Benefício.

Cuidados com Testes Genéticos

  1. O teste genético não é para diagnóstico de alergias/intolerâncias, mas identifica seu potencial de sensibilidade; 

  2. Um único gene não determina todo o fenótipo. Apenas um único gene não é suficiente para determinar a conduta clínica; 

  3. O teste genético não é para gerar mais medo e/ou ansiedades pela resultados; 

  4. Não coloque a “culpa” nos seus genes. As suas escolhas são sempre mais importantes.

Já o polimorfismo consiste na variação da sequência de DNA que é comum na população. Dentre os polimorfismos relevantes para a estratégia nutricional se destacam FTO, MC4R, PPARG2, COMT e MTHFR.

Um dos genes mais relevantes para a prescrição nutricional é o CLTCL1. O Alelo T é o gene mais ancestral, caçador-coletor, os indivíduos geralmente apresentam menor “tolerância” aos carboidratos/açúcar, maior risco de diabetes. O Alelo C é o que apresenta maior variedade de benefícios para a metabolização de carboidratos, perfil “agricultor”. Outros genes que aqui se fazem mister são AHR, COMT. Genes relacionados à sensibilidade à insulina são TCF7L2, IL6, MC4R.

Estude mais!

Assista ao vídeo com a nutricionista Adriana Azank na plataforma Science Play: Nutrição de precisão: alvos genéticos para o emagrecimento definitivo

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