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Transtorno Alimentar e Comer Transtornado: As diferenças que o nutricionista deve saber

O transtornos alimentar (TAs) envolve inadequações no comportamento alimentar, afetando qualidade nutricional e bem-estar psicossocial. Tratá-los requer uma equipe multidisciplinar, incluindo psiquiatras, psicólogos e nutricionistas, seguindo critérios do DSM-5 para diagnóstico.

Sua etiologia é multifatorial e envolve aspectos psicológicos, socioculturais (pressão de padrões de beleza), vulnerabilidade genética, uso de dietas restritivas e fatores de risco como gênero e autoavaliação negativa.



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Tipos de Transtorno Alimentar

Compulsão Alimentar

Conforme o DSM-5, a compulsão alimentar (CA) é avaliada por critérios específicos. Esses episódios são caracterizados pela ingestão excessiva de alimentos em um período definido, significativamente maior do que a maioria das pessoas consumiria sob circunstâncias semelhantes. Durante esses episódios, há uma sensação de falta de controle sobre a quantidade e o tipo de alimentos ingeridos, impossibilitando a interrupção do ato de comer.

A compulsão alimentar é associada a três ou mais dos seguintes aspectos: comer rapidamente, até sentir desconforto, consumir grandes quantidades de comida mesmo sem fome física, fazê-lo em isolamento devido a sentimentos de vergonha, depressão ou intensa culpa, além de causar sofrimento significativo. Para o diagnóstico, esses episódios devem ocorrer, em média, pelo menos uma vez por semana ao longo de três meses. Esses critérios auxiliam na identificação e compreensão da compulsão alimentar, um transtorno sério que requer tratamento adequado.

Comer Transtornado

Por outro lado, o comer transtornado abarca uma série de comportamentos alimentares prejudiciais, tais como jejum, adoção de dietas extremas e busca por recompensas alimentares. Para promover uma relação mais equilibrada com a alimentação, é fundamental interromper o ciclo de consumo, culpa e recompensa. 

Anorexia Nervosa

Conforme os critérios estabelecidos pelo DSM-5 para a Anorexia Nervosa, essa condição é avaliada por meio de diversos aspectos essenciais. Um dos principais critérios envolve a restrição severa da ingestão calórica em relação às necessidades do corpo, resultando em um peso corporal significativamente abaixo do adequado para a idade, gênero, desenvolvimento e saúde física.

Prática Clínica

O terapeuta nutricional é um profissional que desempenha um papel fundamental na promoção da saúde e do bem-estar dos pacientes. Para isso, é esperado que ele possua habilidades de aconselhamento educacional e comportamental, o que implica não apenas em fornecer informações nutricionais, mas também em orientar os pacientes na adoção de comportamentos alimentares saudáveis. 

Além disso, a empatia é uma característica essencial, permitindo que o terapeuta compreenda as necessidades e preocupações dos pacientes de forma sensível. O ambiente de consulta deve ser livre de julgamentos, promovendo a abertura para discussões honestas.

Matéria elaborada pelo colunista Henrique Bispo, com base na palestra da nutricionista Luciana Lancha.

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