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Vitamina A na gestação

A vitamina A é um micronutriente crucial para mulheres grávidas e seus fetos. Ela é essencial para o desenvolvimento morfológico e funcional e para a integridade ocular.  Além disso, exerce efeitos sistêmicos em vários órgãos fetais e no esqueleto fetal. No entanto, a ingestão excessiva de vitamina A durante a gravidez pode ser uma preocupação, pois, quando em excesso, pode exercer efeitos teratogênicos nos primeiros 60 dias após a concepção. 

Vitamina A na gestação 

De acordo com as evidências atuais, níveis adequados de vitamina A durante a gravidez são de importância crítica para a saúde da gestante e de seu feto. Infelizmente, até o momento,  a deficiência de vitamina A na gravidez é considerada um problema de saúde pública. Na última década, poucos estudos avaliaram o estado nutricional da vitamina A em gestantes brasileiras e novos estudos com novas abordagens e novos projetos devem ser realizados para avaliar a real magnitude deste problema, particularmente em países em desenvolvimento.

Estudos em humanos sugerem que níveis baixos ou excessivos de vitamina A na dieta durante a gravidez podem resultar em efeitos adversos no feto. Assim, um estudo recente avaliou 1180 gestantes no primeiro trimestre e observou que 48 recém-nascidos apresentavam malformações congênitas. Diante disso, foi observado que as concentrações de selênio, zinco, magnésio e vitaminas A, E, B12 e ácido fólico estavam significativamente menores em mães de recém-nascidos com malformações congênitas do que nas mães de recém-nascidos sem malformações, destacando assim uma possível associação entre má formações e deficiências nutricionais. 

Durante o pré-natal, a recomendação atual é que a suplementação de vitamina A deve ser reservada para a prevenção da cegueira noturna em populações com deficiência grave deste micronutriente. Mais pesquisas são necessárias sobre a dose e a duração da suplementação de vitamina A durante a gravidez. Por outro lado, em locais onde a deficiência de vitamina A é rara, recomenda-se cautela no que diz respeito à dosagem excessiva, com suplementação de vitamina A ou mesmo a ingestão de alimentos como fígado que são ricos em vitamina A sendo contraindicados.

A preocupação com a teratogenicidade da vitamina A em humanos começou com um estudo, que concluiu que uma ingestão total de vitamina A em mulheres grávidas de mais de 15.000 UI (4.500 µg equivalentes de retinol) por dia na dieta ou mais de 10.000 UI (3.000 µg RE) na forma de suplementos aumenta o risco de anormalidades no desenvolvimento da crista neural (nos quais o ácido 13-cis-retinóico tem efeito teratogênico).

Prática clínica 

A gravidez é um período de necessidades nutricionais específicas para a manutenção da saúde da mãe e do feto. Nesse período, acontece um aumento da demanda por vitamina A, principalmente no terceiro trimestre devido ao desenvolvimento fetal acelerado nesta fase. Em contraste, devido aos possíveis efeitos teratogênicos associados a altas doses de vitamina A, a ingestão excessiva dessa vitamina é preocupante. Os principais efeitos associados à ingestão excessiva de vitamina A, particularmente no início do primeiro trimestre de gravidez, são malformações congênitas que envolvem os sistemas nervoso central e cardiovascular e aborto espontâneo. 

Referências bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Leandro Medeiros:  Fitoterapia e gestação

Artigo: Vitamina A – Bastos Maia S, Rolland Souza AS, Costa Caminha MF, et al. Vitamin A and Pregnancy: A Narrative Review. Nutrients. 2019;11(3):681. Published 2019 Mar 22. doi:10.3390/nu11030681

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