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Vitamina D e doenças autoimunes: qual a relação?  

As doenças autoimunes são cada vez mais comuns. Dessa forma, o seu desenvolvimento envolve diversos fatores, sendo um deles os níveis de vitamina D. Assim, entenda mais a seguir sobre a relação que a vitamina desempenha entre as doenças autoimunes.



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Efeitos fisiológicos da Vitamina D

De maneira inicial, a vitamina D atua regulando as concentrações séricas de cálcio e fosfato, tal nutriente pode ser obtido em quantidades mínimas através do consumo de alimentos de origem animal. Porém, o seu maior meio de produção é na pele decorrente da exposição solar adequada. Dessa forma, a partir da sua produção endógena, a vitamina exerce um efeito imunológico na forma de calcitriol, regulando negativamente o fator de transcrição nuclear NF-kB e, posteriormente  citocinas pró-inflamatórias, o que modula o sistema imunológico. 

Doenças autoimunes associadas

No mais, em casos de deficiência a vitamina D se relaciona ao desenvolvimento de doenças autoimunes e inflamatórias, gerando respostas desfavoráveis ao organismo. Assim, algumas doenças musculoesqueléticas, como a artrite reumatoide, psoríase e também o lúpus eritematoso sistêmico, estão associados a níveis insuficientes desse nutriente. 

O que analisar sobre a vitamina D?

Somado a isso, níveis baixos desse micronutriente também se relacionam ao desenvolvimento de tais doenças e ao agravamento do seu quadro. Dessa forma, analisar os exames bioquímicos e identificar os níveis séricos da vitamina, a exposição e também à ingestão alimentar dos pacientes, são fatores fundamentais para melhorar o quadro das doenças autoimunes. 

Vitamina D e Diabetes tipo I

Além disso, o papel da vitamina no diabetes tipo 1 vem sendo cada vez mais identificado, sendo associado o seu desenvolvimento a polimorfismos do VDR (receptor da vitamina D). No mais este nutriente desempenha efeitos imunomoduladores importantes no controle de doenças autoimunes. Assim, tal nutriente exerce uma função na proliferação de células imunes, auxilia na redução do estresse oxidativo e no dano neural. Logo, tais funções são vitais para melhorar o quadro clínico de pacientes portadores de alguma doença  autoimune. 

Prática clínica

De maneira prática, nas doenças autoimunes, a vitamina D se mostra necessária. Assim, não são recomendadas megadoses para um tratamento efetivo pois, os efeitos relacionados a tais doses ainda são controversos. Portanto, as doses recomendadas para os casos de deficiência leve são aqueles que não ultrapassem a UL e em casos mais graves, o trabalho em conjunto com médicos para doses maiores é uma alternativa para melhora do quadro clínico do paciente autoimune.

Referências

CUTOLO, Maurizio; GOTELLI, Emanuele. The 2023’s Growing Evidence Confirming the Relationship between Vitamin D and Autoimmune Diseases. Nutrients, [S.L.], v. 15, n. 22, p. 4760, 13 nov. 2023. MDPI AG.

Assista na plataforma Science Play Curso – Suplementação e Fertilidade, com Carolina Meireles O papel da vitamina D e da Melatonina Leia mais sobre o tema: Qual o protocolo de tratamento da deficiência de vitamina D?

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