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Vitaminas e Doenças Neurodegenerativas: Qual a relação?

As vitaminas desempenham um papel crucial na saúde e funcionamento adequado do nosso organismo. Além de serem essenciais para o fortalecimento do sistema imunológico e prevenção de infecções, elas também desempenham um papel importante na saúde do cérebro e podem influenciar o desenvolvimento e a progressão de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer, Parkinson e Huntington.



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Vitaminas e Doenças Neurodegenerativas

Um estudo recente analisou a relação entre a deficiência de vitaminas e as doenças neurodegenerativas. Descobriu-se que as vitaminas desempenham várias funções importantes na saúde cerebral, incluindo a regulação de processos metabólicos, a proteção contra o estresse oxidativo e a manutenção da função neuronal.

A deficiência de vitaminas pode levar a disfunções cerebrais, como o estresse oxidativo e a disfunção mitocondrial. Isso ocorre porque as vitaminas atuam como antioxidantes, ajudando a neutralizar os radicais livres que podem danificar as células cerebrais. O estresse oxidativo está associado ao envelhecimento celular e à morte neuronal, que são características das doenças neurodegenerativas.

Em doenças como o Alzheimer, a deficiência de vitaminas B1, B12 e A pode levar ao acúmulo de placas de Aβ no cérebro. Essas placas são uma das principais características da doença e estão associadas à deterioração das funções cognitivas. Da mesma forma, no caso do Parkinson, a deficiência de vitamina D pode levar a um desequilíbrio dos níveis de dopamina, um neurotransmissor essencial para o controle motor. A acumulação de uma proteína chamada sinucleína também está relacionada à doença e pode ser influenciada pelo equilíbrio adequado de vitamina D.

Além disso, a deficiência de vitaminas C e D tem sido associada a outros distúrbios neurológicos, como a esclerose múltipla. Essas vitaminas desempenham um papel importante na proteção da mielina, uma substância que envolve e protege os neurônios. A deficiência delas pode levar à desmielinização dos neurônios, o que afeta a comunicação entre as células cerebrais.

No caso da doença de Huntington, a deficiência de vitamina C pode afetar negativamente o nível de antioxidantes no cérebro, aumentando o estresse oxidativo e prejudicando o ciclo da glicose. A deficiência de vitamina B5 também pode interferir na síntese de acetilcolina e hormônios cerebrais, desempenhando um papel no desenvolvimento dos sintomas da doença.

Prática Clínica

As vitaminas desempenham um papel fundamental na saúde do cérebro e na prevenção de doenças neurodegenerativas. A deficiência de vitaminas pode levar a disfunções cerebrais e contribuir para o desenvolvimento e progressão dessas doenças. Portanto, é importante manter uma dieta equilibrada e garantir a ingestão adequada de vitaminas para promover a saúde cerebral e reduzir o risco de doenças neurodegenerativas. 

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Daniela Seixas: Exercício físico e prevenção do déficit cognitivo

Kumar RR, Singh L, Thakur A, Singh S, Kumar B. Role of Vitamins in Neurodegenerative Diseases: A Review. CNS Neurol Disord Drug Targets. 2022;21(9):766-773. doi:10.2174/1871527320666211119122150

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