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  • Foto do escritorKcal da Science Play

Você sabe o que é Lipedema? Entenda essa condição médica.

O lipedema é frequentemente diagnosticado erroneamente como obesidade, linfedema ou outros distúrbios gordurosos. Nele ocorre o acúmulo desproporcional de gordura no corpo, especialmente nas extremidades superiores e inferiores, sem afetar as mãos e os pés. 

No entanto, seu diagnóstico não descarta a presença de obesidade e linfedema, por serem comorbidades de estágios mais avançados da doença. Logo, se torna essencial um diagnóstico assertivo, com o intuito de controlar os sintomas ainda na fase inicial.



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Morfologia do Lipedema

O tecido adiposo é formado por adipócitos maduros e outros componentes, como precursores de adipócitos, células imunológicas, células sanguíneas e vasos linfáticos. Assim, esses constituintes conversam entre si para garantir o bom funcionamento fisiológico do tecido adiposo no corpo.

No entanto, em pacientes com lipedema, ocorre um aumento no volume (hipertrofia) e na quantidade (hiperplasia) de células de gordura. Junto a isso, advém a fibrose intercelular, inflamação tecidual, níveis elevados de macrófagos e acúmulo excessivo de líquidos.

Fisiopatologia do Lipedema

A causa do lipedema não é bem definida, mas sugere-se relação com desequilíbrios hormonais, influências genéticas, sistema linfático prejudicado e vasculatura. O acúmulo excessivo de líquidos, característica comum do lipedema, possui diversas causas, as quais facilitam o processo. 

Entre elas, as principais são: aumento da pressão capilar dos membros, alterações na estrutura tecidual, permeabilidade excessiva dos vasos e fluxo linfático inadequado. Além disso, essa fragilidade capilar pode levar o paciente mais propensos a formação de hematoma.

As altas taxas de proliferação também são comuns no lipedema, através de fatores de crescimento, os quais ativam proteínas que facilitam a mitose excessiva dos adipócitos. Por outro lado, a expansão da gordura visceral também pode ser explicada por períodos de flutuação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa. Nesse momento, a desregulação do hormônio/receptor de estrogênio promove o acúmulo de lipídios, principalmente nas regiões femoral e glútea.

Sinais e Sintomas

  1. Acúmulo de gordura desproporcional

  2. Dor e sensibilidade

  3. Edema (inchaço)

  4. Pele “casca de laranja”

  5. Fadiga nas pernas

Prática Clínica

Portanto, o nutricionista deve atuar com estratégias que auxiliem na diminuição dos sintomas e melhora do bem-estar geral do paciente. Assim, é necessário um manejo alimentar que reduza a inflamação, controle o inchaço e mantenha a manutenção do peso.

Além disso, o nutricionista pode colaborar com outros profissionais de saúde, como fisioterapeutas e médicos, para desenvolver um plano abrangente que combine orientações alimentares com exercícios específicos e outras abordagens terapêuticas, visando melhorar a qualidade de vida dos pacientes com lipedema.

Referências Bibliográficas

Artigo: POOJARI, Ankita; DEV, Kapil; RABIEE, Atefeh. Lipedema: insights into morphology, pathophysiology, and challenges. Biomedicines, [S.L.], v. 10, n. 12, p. 3081, 30 nov. 2022. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/biomedicines10123081.  

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