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Ômega-3 e Gestação

O ômega-3 é um ácido graxo poliinsaturado, que inclui 3 tipos: ácido alfa-linolênico, ácido eicosapentaenóico (EPA) e ácido docosa-hexaenóico (DHA). Esse lipídio não é produzido pelo corpo humano, devendo ser obtido através da alimentação e, se necessário, da suplementação. Ainda, ele possui diversos benefícios para o organismo, especialmente durante a gravidez.


Em relação à concentração de ômega-3 nas gestantes, certificou-se que em diversos países as mulheres grávidas ou em idade reprodutiva raramente consomem linhaça, azeite, nozes e peixes. Desse modo, a baixa concentração desse lipídio aumenta o risco de desnutrição materna e prejudica o crescimento fetal.



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Biodisponibilidade do Ômega-3


Para aumentar a biodisponibilidade de EPA e DHA, é essencial uma refeição rica em gorduras, uma vez que esses ácidos graxos serão mais facilmente absorvidos. Além disso, existem variabilidades individuais em relação à absorção do ômega-3, como por exemplo mulheres com obesidade pré-gravidez apresentam respostas mais lentas aos lipídios do que as mulheres eutróficas.


Por conta disso, torna-se difícil prever o aumento dos níveis sanguíneos de ômega-3 para determinada dose em cada indivíduo. Assim, seguir a recomendação de dose padrão nem sempre causará os mesmos efeitos clínicos nas mulheres grávidas, pois cada uma reagirá de um jeito.


Benefícios do Ômega-3 na Gestação e no Parto


Primeiramente, a suplementação de ômega-3 diminui o parto prematuro antes da 34ª semana gestacional, além de impulsionar um aumento no peso médio de nascimento. Ainda, EPA e DHA auxiliam para menos crianças nascerem com baixo peso e, consequentemente, menos recém-nascidos necessitarem de cuidados intensivos.


Em relação à mãe, um dos principais benefícios é que os episódios hemorrágicos são menos frequentes. Além disso, em casos de diabetes gestacional, o EPA e o DHA reduziram as concentrações de açúcar no sangue em jejum. Por fim, a placenta transporta esses ácidos graxos para o feto, causando um déficit na mãe, o qual está relacionado com fatores de risco para depressão pós-parto.


Benefícios do Ômega-3 para as Crianças


As quantidades adequadas de ômega-3 na gestação, auxiliam também no futuro da criança. Esta possui menores chances de possuir asma e sibilos (ruídos respiratórios). Ademais, a suplementação na gravidez também reduz a propensão a alergias nas crianças.


Ainda, maiores concentrações de ômega-3 no leite materno estão associadas a menor pressão arterial na criança. Por fim, a suplementação de EPA e DHA na gravidez também está interligada com melhor desenvolvimento neurológico, parâmetros de cognição e desenvolvimento psicomotor infantil.


Prática Clínica


Portanto, visando todos os benefícios que o ômega-3 apresenta para a gestação, a dose recomendada é de 200mg/dia de DHA, além do ingerido pela dieta. No entanto, como a biodisponibilidade é diferente para cada pessoa, existem outras 2 recomendações.


A primeira envolve suplementar até 2,6g/dia da combinação de EPA e DHA, não ultrapassando esse valor para evitar sangramento. A segunda recomendação é realizar o exame de índice de ômega-3 nas gestantes e suplementar de acordo com o resultado, mantendo o valor entre 8 a 11% durante a gestação e a lactação. 


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Referências Bibliográficas


VON SCHACKY, Clemens. Omega-3 Fatty Acids in Pregnancy—The Case for a Target Omega-3 Index. Nutrients, [S.L.], v. 12, n. 4, p. 898-909, 26 mar. 2020. MDPI AG.

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