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5 Efeitos do Alumínio na Saúde Humana

O alumínio é o terceiro elemento mais comum e o metal mais onipresente na terra. No entanto, não é essencial para o metabolismo humano e, adversamente, pode ser tóxico, inclusive para o cérebro. Este fato é preocupante, considerando que vivemos na ‘era do alumínio‘, onde a exposição a este metal amplamente utilizado é inevitável e crescente. 

Absorvido por várias vias, o alumínio pode apresentar propriedades tóxicas, algumas das quais podem estar associadas à patogênese da doença de Parkinson (DP), doença de Alzheimer (AD), transtorno do espectro do autismo (TEA), esclerose múltipla ( MS) e muitas outras. 



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Fontes e Eliminação do Alumínio

Deve-se ter em mente que a presença de alumínio nos alimentos é resultado tanto do conteúdo original (de fontes ambientais e aditivos alimentares) quanto da interação subsequente com materiais usados ​​para embalar e cozinhar alimentos.

Além disso, o alumínio existe em milhares de formulações de cosméticos e produtos de cuidados pessoais, como antitranspirantes, batons, bases líquidas para maquiagem, pasta de dente, etc. 

Dessa forma, a absorção e excreção do alumínio acontece por várias vias, dependendo se foi absorvido pela corrente sanguínea ou onde foi depositado no organismo. E assim, a fração absorvida é eliminada em 95% com a urina. Ele não absorvido localizado no trato gastrointestinal é excretado pelas fezes. Outras vias possíveis de eliminação de alumínio compreendem a pele, cabelo, sebo, unhas, suor, sêmen, leite e bile.

Efeitos Sistêmicos do Alumínio no Corpo Humano

  1. Lesões pulmonares – alumínio tem sido relacionado a distúrbios como granulomatose e fibrose dos pulmões, pneumonia, edema pulmonar e proteinose alveolar pulmonar. Possivelmente também está relacionado com a asma;

  2. Efeitos cardiovasculares – no caso de intoxicação por fosfeto de alumínio, foram relatados miocardite, hipocinesia, trombose ventricular esquerda e acidente vascular cerebral. Entre as mulheres grávidas, uma maior concentração de alumínio no cabelo se correlacionou com uma maior incidência de defeitos cardíacos congênitos em seus filhos;

  3. Efeitos hematológicos – incluem eritropoiese deprimida e anemia subsequente;

  4. Efeitos musculoesqueléticos – a exposição ao Al pode causar miofascite macrofágica associada à artralgia e síndrome da fadiga crônica. Osteoporose, raquitismo, exostose, osteodistrofia e osteíte fibrosa também são desencadeados por esse metal;

  5. Efeitos neurológicos – concentrações mais altas de alumínio no cabelo foram conectadas com encefalopatia por diálise (DE), doença de Parkinson (PD), esclerose lateral amiotrófica (ALS), esclerose múltipla (MS) e transtorno do espectro do autismo (ASD).

Prática Clínica

A principal fonte de exposição ao alumínio é a ingestão e inalação oral, enquanto a principal via de excreção é através da urina. A literatura sugere claramente que pacientes com Alzheimer, transtorno do espectro autista, transtorno do uso de álcool, esclerose múltipla, doença de Parkinson e encefalopatia por diálise apresentam acúmulo excessivo de alumínio no sistema nervoso central e que pode acarretar em outros efeitos sistêmicos no organismo.

Referências Bibliográficas 

Assista o vídeo na Science Play com Ana Beatriz: Por que Destoxificar?

Artigo: Bryliński Ł, Kostelecka K, Woliński F, Duda P, Góra J, Granat M, Flieger J, Teresiński G, Buszewicz G, Sitarz R, Baj J. Aluminium in the Human Brain: Routes of Penetration, Toxicity, and Resulting Complications. International Journal of Molecular Sciences. 2023; 24(8):7228. https://doi.org/10.3390/ijms24087228

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