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Alimentação, Saúde Óssea e Menopausa

Durante a menopausa, ocorre um aumento significativo na reabsorção óssea devido à deficiência de estrogênio, resultando em uma diminuição na densidade óssea. Este período é crítico para o desenvolvimento de osteoporose e aumenta a suscetibilidade a fraturas em idades mais avançadas. Fraturas vertebrais, de antebraço, quadril e fêmur são mais prováveis de ocorrer neste estágio da vida. Leia mais abaixo para compreender melhor.

 

Impacto dos Inibidores da Bomba de Prótons

 

Os inibidores da bomba de prótons (IBPs) podem afetar diretamente a função osteoclástica, induzir hipergastrinemia e inibir a absorção de cálcio, o que resulta em uma redução na densidade mineral óssea (DMO), um indicador crítico do metabolismo ósseo associado ao risco de fraturas. Medicamentos como omeprazol, frequentemente prescritos para tratar úlceras gástricas, refluxo gastroesofágico e outras condições, suprimem a secreção ácida por meio da inibição da enzima H+/K+-ATPase gástrica. Estudos indicam que a terapia com IBPs, especialmente quando prolongada, está associada a um aumento no risco de fraturas osteoporóticas em mulheres pós-menopáusicas.

 

Nutrição e Saúde Óssea

 

Uma dieta bem equilibrada, como a Dieta Mediterrânica (DM), tem demonstrado benefícios significativos contra várias doenças crônicas e pode reduzir o risco de fraturas por fragilidade. Essa dieta é caracterizada pelo alto consumo de vegetais, legumes, frutas, frutos secos e cereais predominantemente não refinados, com o azeite de oliva como principal fonte de gordura, além de quantidades moderadas de peixe, e baixo a moderado consumo de produtos lácteos e carne.

 

A Dieta Mediterrânica também é conhecida pelo consumo regular, porém moderado, de etanol, principalmente na forma de vinho durante as refeições. A inclusão de azeite de oliva virgem extra (EVOO), rico em polifenóis, pode contribuir para a prevenção da perda óssea. Estudos indicam que os polifenóis do EVOO podem ter um efeito positivo na proliferação e maturação dos osteoblastos, aumentando a atividade da fosfatase alcalina e auxiliando na deposição de íons cálcio na matriz extracelular.

 

Recomendações de Cálcio

 

Tanto a nível internacional, pelo Instituto de Medicina da Academia Nacional de Ciências (IOM), quanto a nível italiano, pelos Níveis de Referência de Nutrientes e Ingestão Energética para a População Italiana (LARN), as necessidades diárias recomendadas de cálcio são de 1000 mg para adultos e 1200 mg para indivíduos acima de 65 anos, adolescentes e aqueles que sofrem de osteoporose.

 

Prática clínica

 

Em relação à saúde óssea, a maior atenção deve ser dada à dieta como um complexo de compostos bioativos e nutrientes, e aos seus efeitos interativos. Neste contexto, a Dieta Mediterrânea surge como a melhor escolha para prevenir muitas doenças crônicas. Uma ingestão ideal de cálcio, de acordo com a dose diária recomendada, e um padrão alimentar de estilo mediterrâneo têm comprovado sua eficácia na prevenção da osteoporose e na manutenção de uma boa saúde óssea.

 

Desse modo, as doses diárias recomendadas de cálcio são: para adultos (homens e mulheres), 1.000 mg; e para indivíduos com mais de 65 anos, adolescentes e aqueles que sofrem com osteoporose, 1.200 mg.

 

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Sugestão de estudo: Saúde da Mulher

 

Referências Bibliográficas

 

QUATTRINI, Sara; PAMPALONI, Barbara; GRONCHI, Giorgio; GIUSTI, Francesca; BRANDI, Maria Luisa. The Mediterranean Diet in Osteoporosis Prevention: an insight in a peri- and post-menopausal population. Nutrients, [S.L.], v. 13, n. 2, p. 531, 6 fev. 2021. MDPI AG. http://dx.doi.org/10.3390/nu13020531.

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