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Consumo de Alimentos Ultraprocessados e Obesidade no Brasil

A relação entre o consumo de alimentos ultraprocessados e a obesidade é amplamente documentada na literatura científica, embora as evidências sejam heterogêneas, incluindo considerações sobre gênero. No contexto brasileiro, a conexão entre o consumo desses alimentos e a obesidade é particularmente relevante.



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Múltiplos Fatores na Obesidade

É fundamental destacar que a obesidade não pode ser atribuída apenas aos alimentos ultraprocessados, pois ela é influenciada por diversos fatores, incluindo questões sociais, comportamentais, ambientais e econômicas. No entanto, características específicas dos alimentos ultraprocessados desempenham um papel crucial na associação com a obesidade, como baixo valor nutricional, alto teor calórico, hiper palatabilidade e incentivo ao consumo excessivo.

Porcionamento de Ultraprocessados e Impacto nos Diferentes Gêneros

Evidências sugerem que o aumento das porções de alimentos ultraprocessados, juntamente com estratégias de marketing agressivas, contribui significativamente para o aumento da prevalência global da obesidade. O Brasil não é uma exceção, com variações significativas nas taxas de obesidade, sendo a região Sudeste a mais afetada.

Curiosamente, o consumo de alimentos ultraprocessados parece afetar os gêneros de maneira desigual. Estudos indicam que as mulheres podem ser mais suscetíveis a efeitos metabólicos adversos desses alimentos, possivelmente relacionados à resposta glicêmica, o que poderia explicar a associação entre alimentos ultraprocessados e a adiposidade feminina.

Prática Clínica

A obesidade se desenvolve em razão de um balanço energético positivo e crônico, logo, apesar da relação existir, o que é mais determinante para tal diagnóstico de estado nutricional é a ingestão calórica diária. Não obstante, o consumo regular de alimentos ultraprocessados não é recomendado. Estabelece o Guia Alimentar para a População Brasileira que tais alimentos devem ser evitados, pois seus possíveis efeitos na saúde se estendem para além do percentual de gordura corporal. 

Referência Bibliográfica

Artigo: LOUZADA, Maria Laura da Costa; BARALDI, Larissa Galastri; STEELE, Euridice Martinez; MARTINS, Ana Paula Bortoletto; CANELLA, Daniela Silva; MOUBARAC, Jean-Claude; LEVY, Renata Bertazzi; CANNON, Geoffrey; AFSHIN, Ashkan; IMAMURA, Fumiaki. Consumption of ultra-processed foods and obesity in Brazilian adolescents and adults. Preventive Medicine, [S.L.], v. 81, p. 9-15, dez. 2015. Elsevier BV.

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