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Desejos Alimentares Durante o Ciclo Menstrual: Qual a causa?

O ciclo menstrual pode ser dividido basicamente em duas fases: a primeira é a fase folicular, na qual há um aumento secreção de estrogênio, do hormônio folículo estimulante (FSH) e do hormônio luteinizante (LH) imediatamente antes da ovulação e a segunda é a fase lútea, seguida da ovulação e antecedente a menstruação, nesta existe um aumento dos níveis de progesterona e estrogênio.

A oscilação dos níveis de estrogênio e progesterona atuam na atividade serotoninérgica, o que explica a manifestação de alguns sintomas como: alterações de humor, depressão, baixa autoestima, irritação, ansiedade, nervosismo, agressividade, sensibilidade às emoções, comportamento impulsivo, dores no corpo, fadiga, insônia, alterações no apetite e compulsão alimentar de alimentos doces ou salgados.



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Preferências de Acordo com o Ciclo Menstrual

A  compulsão pela ingestão de alimentos doces e gordurosos, se mostrou maior durante a fase lútea em oposição à fase folicular. Alguns pesquisadores constatam que essa compulsão pode estar vinculada a memórias emocionais positivas e prazerosas, além de se relacionar com o aumento nos níveis de serotonina, neurotransmissor responsável pela regulação de algumas funções como: humor, sono, apetite e libido. 

Além disso, alimentos doces aliviam os  efeitos do estresse por meio da neurotransmissão cerebral opioidérgica e dopaminérgica. Nesse sentido, a busca por este tipo de alimento é uma maneira inconsciente de promover alívio dos sintomas tanto físicos quanto emocionais do período menstrual.

Ciclo Menstrual, Alimentação e Composição Corporal

O presente estudo analisou um grupo de estudantes de nutrição, neste a ingestão total de calorias e também de macronutrientes não oscilou ao longo do ciclo menstrual, bem como a composição corporal e avaliação antropométrica. Isso pode ser reflexo do controle devido ao conhecimento e consciência sobre alimentação. No entanto, a compulsão por doces e alimentos mais gordurosos nesse período pode exercer alguma influência na composição corporal a longo prazo, caso não haja uma consciência e controle das quantidades ingeridas de cada alimento, principalmente em populações que não possuem um conhecimento básico sobre alimentação.

Prática Clínica 

Na prática, o nutricionista responsável deve considerar as oscilações emocionais de sua paciente e seus desejos pelo consumo de alimentos mais calóricos nesse período, orientando-a a se permitir comer aquilo que gostaria, no entanto passando as orientações alimentares necessárias para que ela possa fazer isso, com consciência e controle sobre sua ingestão, sem que sua composição corporal e saúde sejam afetadas. 

Referências Bibliográficas

SOUZA, Luciana Bronzi de et al. Do Food Intake and Food Cravings Change during the Menstrual Cycle of Young Women?: do food intake and cravings change during menstrual cycle young women?. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / Rbgo Gynecology And Obstetrics, [S.L.], v. 40, n. 11, p. 686-692, nov. 2018. Anual. Georg Thieme Verlag KG.

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