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Disbiose e emagrecimento: qual a relação?

Compreenda a disbiose e sua influência no emagrecimento


Disbiose nada mais é do que o desequilíbrio da microbiota intestinal, onde há predominância de bactérias maléficas em comparação com as benéficas. Este cenário é causado por uma alimentação desbalanceada, com excesso de açúcares, gorduras saturadas e alimentos ultraprocessados, que estimulam o surgimento de bactérias nocivas, além de outros fatores associados ao estilo de vida como uso de medicamentos, nível de atividade física e estresse. O mau uso de medicamentos antimicrobianos e uma dieta não saudável, associada ao baixo consumo de água, favorece a uma microbiota em disbiose.


E o que a disbiose tem a ver com o emagrecimento? A endotoxemia, que se refere a uma alta concentração de toxinas nas células sanguíneas, devido a um processo inflamatório, é causada por um intestino permeável que permite a entrada de toxinas na parede intestinal e posterior circulação na corrente sanguínea, causando diversas complicações metabólicas que são antagônicas ao processo de emagrecimento. As bactérias gram-negativas, característica comum das bactérias maléficas (embora não exclusiva delas), carregam uma endotoxina chamada Lipopolissacarídeo (LPS), que estimula o depósito de gordura no tecido adiposo e aumenta a inflamação, prejudicando a sinalização da insulina e gerando um ambiente metabólico propício ao ganho de peso.


Além disso, o ambiente da microbiota em disbiose, por possuir menor quantidade de colônias de bactérias benéficas ao organismo, produz menos metabólitos positivos, que interagem com hormônios da saciedade, absorvendo nutrientes importantes para um estado nutricional adequado e até mesmo fazendo a interação com antioxidantes da dieta. Estando estes metabólitos diminuídos, a razão dos metabólitos negativos se torna maior, e eles tendem a desencadear substâncias e processo maléficos ao corpo, gerando assim um ambiente dificultoso para o emagrecimento.


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Referências bibliográficas

Gomaa EZ. Human gut microbiota/microbiome in health and diseases: a review. Antonie Van Leeuwenhoek. 2020 Dec;113(12):2019-2040. doi: 10.1007/s10482-020-01474-7. Epub 2020 Nov 2. PMID: 33136284.


Alcântara, et, al. (2020). Revisão sistemática: o Desequilíbrio da Microbiota Intestinal e sua Influência na Obesidade. Revista eletrônica: Estácio Recife. Setembro, 2020 Vol. 6 (1)


Moraes, A., et al. (2014). Microbiota intestinal e risco cardiometabólico: mecanismos e modulação dietética. Arquivos Brasileiros De Endocrinologia & Metabologia, 58 (Arq Bras Endocrinol Metab, 2014 58(4)). https://doi.org/10.1590/0004-2730000002940

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