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Efeito da Restrição Calórica na Longevidade

O envelhecimento é um processo complexo que leva à perda gradual de funções do corpo, influenciado por fatores genéticos e do ambiente. Uma das estratégias amplamente discutidas para prolongar a vida é a restrição calórica: comer menos calorias sem se desnutrir. Essa abordagem mostrou em estudos com animais uma redução nas doenças comuns da velhice, como problemas cardíacos, câncer e diabetes. No entanto, ainda não se sabe ao certo se funciona da mesma forma nos seres humanos.

Um dos principais efeitos da restrição calórica é a diminuição do nível de açúcar no sangue devido à menor quantidade de energia ingerida. Isso resulta em menos insulina produzida pelo pâncreas, levando a uma redução no acúmulo de gordura, especialmente no tecido adiposo branco.



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Ação da Restrição Calórica na Longevidade

Não se sabe ao certo se a restrição calórica, que beneficia a longevidade de animais, teria o mesmo efeito em humanos. Em animais como roedores, essa restrição ativa um mecanismo de proteção, ajudando-os a resistir a períodos de pouca comida. Ainda não temos certeza se esse mecanismo existe em humanos.

Os efeitos da restrição calórica estão ligados à regulação de genes que promovem o reparo celular, resistência ao estresse e proteção contra danos. Estes genes também ajudam a reduzir inflamações e a prevenir alterações gênicas que surgem com a idade. Várias vias de sinalização celular foram associadas à longevidade, sendo uma delas relacionada à disponibilidade de glicose nas células. O que pode levar à diminuição do metabolismo e à redução da taxa metabólica basal. Porém, esse efeito é debatido, já que pode estar ligado à perda de peso e às mudanças metabólicas nos músculos e no tecido adiposo. Além disso, é difícil estabelecer um limite seguro para a restrição calórica, pois ela é influenciada por fatores como composição corporal, variações no gasto energético de acordo com a idade e gênero, e quanto tempo dura a restrição.

Prática Clínica

Para entender o verdadeiro impacto da restrição calórica na longevidade, precisamos identificar novos indicadores de envelhecimento. Estes devem estar ligados à adaptação do sistema neuroendócrino, à redução da inflamação e à proteção contra danos do estresse oxidativo. Tais marcadores podem nos ajudar a prever riscos de doenças e morte na população.

Contudo, os benefícios da restrição calórica observados em estudos humanos podem estar ligados também a hábitos de vida e alimentares mais saudáveis. Assim, seria ideal comparar, através de estudos clínicos, a diminuição da ingestão de alimentos e a melhoria da qualidade da dieta, já que ambos estão frequentemente interligados. Embora a restrição calórica possa prolongar a vida, é incerto se as pessoas conseguirão manter essa prática por muito tempo.

Referências Bibliográficas

Sugestão de Leitura:

GENARO, Patrícia de Souza; SARKIS, Karin Sedó; MARTINI, Ligia Araújo. O efeito da restrição calórica na longevidade. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, [S.L.], v. 53, n. 5, p. 667-672, jul. 2009.

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